O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira (25), em entrevista à Globo, que planeja promover um amplo corte das despesas do governo federal caso seja eleito, sem, no entanto, detalhar quais áreas ou programas seriam afetados.
Proposta fiscal e reforma administrativa
Caiado informou que encaminharia ao Congresso, já no primeiro dia de eventual mandato, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar o crescimento das despesas federais à variação da inflação acrescida de 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Ele também defendeu uma reforma administrativa com medidas destinadas a reduzir gastos e combater a corrupção em todos os Poderes e órgãos públicos, citando, entre outros pontos, salários que considera excessivos e potenciais desvios relacionados a emendas parlamentares.
O candidato classificou o atual arcabouço fiscal como uma “grande farsa” e disse pretender aplicar cortes não só no Executivo, mas também no Legislativo, no Judiciário, no Tribunal de Contas da União (TCU) e em demais órgãos públicos.
Anistia aos condenados pelo 8 de janeiro
Durante a entrevista, Caiado reafirmou a intenção de apresentar ao Congresso uma proposta de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o presidenciável, a medida teria como objetivo reduzir a polarização política no país. Ele comparou a iniciativa com a anulação de condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a recuperação dos direitos políticos do petista.
Pedido ao STF
Ao final da participação, Caiado apelou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja aberto o sigilo de investigações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao caso Master e à Operação Carbono Oculto, argumentando que a divulgação permitiria aos eleitores conhecer eventuais envolvimentos de candidatos em inquéritos antes das eleições.
Segurança pública e integração regional
Na área de segurança, o candidato propôs a criação de uma polícia integrada entre países da América Latina para enfrentar o narcotráfico e o crime organizado, defendendo maior intercâmbio de informações de inteligência e atuação conjunta no combate às organizações criminosas nas fronteiras.
Salário mínimo, Previdência e endividamento
Caiado afirmou que manterá a regra atual de reajuste do salário mínimo, que considera inflação e crescimento econômico, e disse priorizar cortes em despesas administrativas consideradas excessivas em vez de retirar direitos de trabalhadores que recebem salário mínimo ou de beneficiários de aposentadoria. Sobre a Previdência, evitou apresentar detalhes e afirmou que pretende reunir especialistas para formular propostas, sem definir, por enquanto, mudanças na idade mínima para aposentadoria.
Ao comentar o endividamento de famílias e empresas, criticou a política econômica do governo Lula e fez menção ao programa Desenrola, sem detalhar mecanismos que adotaria para enfrentar a questão.
A entrevista foi concedida aos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, diretamente dos estúdios da Globo, no Rio de Janeiro.
Com informações de Polemicaparaiba



