A Polícia Civil da Paraíba abriu procedimento para apurar a participação de um grupo que aparece em vídeo consumindo bebida alcoólica e dançando nas dependências do Hospital e Maternidade Dr. Estevam Marinho, em Coremas, no Sertão da Paraíba. Segundo a direção da unidade, os registros ocorreram na madrugada do domingo (23) e envolvem acompanhantes de uma paciente que estava em observação após um acidente de trânsito.

A direção do hospital informou que o grupo provocou perturbação ao ouvir música, beber e dançar nas dependências da unidade, comprometendo o ambiente de atendimento. Em razão dos fatos, foi registrado um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Coremas para formalizar a denúncia e possibilitar as medidas cabíveis.

Conforme nota divulgada pela Polícia Civil, a direção do hospital acionou a equipe de segurança no momento em que tomou conhecimento da ocorrência. A corporação informou que também houve pedido de apoio da unidade policial local para interromper a conduta e restabelecer a ordem no ambiente hospitalar.

O hospital, por meio de comunicado oficial, manifestou repúdio às ações registradas e ressaltou que atitudes que perturbem a ordem, comprometam o funcionamento dos serviços, desrespeitem pacientes e profissionais ou coloquem em risco a segurança da unidade não serão toleradas. A Direção afirmou ainda que solicitou às autoridades competentes a adoção das providências necessárias para apuração e responsabilização dos envolvidos.

Circula nas redes sociais um segundo vídeo de uma jovem que diz ser uma das pessoas filmadas no hospital. Sem identificar-se pelo nome, ela afirma que a família havia consumido bebidas desde a tarde de domingo e só tomou conhecimento do acidente envolvendo uma sobrinha quando já estavam no hospital. A jovem declarou que os familiares não sabiam que eram gravados e que o material gravado seria compartilhado apenas em grupos familiares, mas acabou sendo divulgado publicamente.

Na gravação, a jovem pede desculpas à população, à direção e aos profissionais do hospital, afirma não ter agido de má-fé e alega que a intenção ao dançar dentro da unidade foi entreter e acalmar a sobrinha, que estaria em pânico após o acidente. Ela também apontou que alguém teria repostado o vídeo com má-fé.

O Hospital e Maternidade Dr. Estevam Marinho reafirmou o compromisso com a segurança de pacientes e colaboradores e disse que tomou as medidas iniciais para registrar a ocorrência e solicitar apuração das responsabilidades.





Com informações de Diariodosertao