Velório em Cajazeiras e sepultamento em Flores reúnem colegas e familiares

O cantador e poeta Raimundo Borges foi velado em Cajazeiras (PB) e sepultado em Flores (PE) após cerimônias marcadas por apresentações de cantorias e declamações. Borges morreu na quarta-feira (26) aos 82 anos e teve as homenagens acompanhadas por companheiros de viola e repentistas.

Em Cajazeiras, cidade que o reconheceu como cidadão oficial, o corpo foi velado ao som de versos e músicas tradicionais. Em seguida, o corpo foi trasladado para Flores, município onde nasceu, e onde ocorreu o enterro.

Durante as homenagens, o advogado e jornalista Adjamilton Pereira — que é casado com a filha do cantador, a vereadora Raelsa Borges — ressaltou a postura simples de Raimundo e seu empenho em valorizar a cultura dos cantadores e repentistas. Adjamilton lembrou que Borges costumava abrir espaço em programas de rádio e eventos para artistas que não tinham condições financeiras, além de promover e participar de festivais.

Também foram lidos poemas enviados por colegas da região de Cajazeiras que não puderam comparecer ao sepultamento em Flores, em gesto de carinho e reconhecimento à trajetória do poeta.

Segundo a vereadora Raelsa Borges, repassada ao Diário do Sertão, Raimundo Borges morreu em Cajazeiras em decorrência de problemas renais.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Raimundo Borges participou e organizou festivais em várias regiões do Brasil. A trajetória inclui participação no programa Som Brasil, da TV Globo, e uma produção fonográfica e audiovisual composta por LPs, CDs, DVDs e dezenas de composições. Entre seus registros está a gravação de seis LPs, e em Cajazeiras ele esteve à frente de quase 60 festivais, além de atuação na Associação Cajazeirense dos Violeiros e Poetas Populares.

As cerimônias reuniram familiares, amigos, músicos e admiradores do trabalho de Raimundo Borges, que teve reconhecimento regional por sua contribuição à cultura popular nordestina.





Com informações de Diariodosertao