O veículo associado a Jorlan Lopes da Silva foi apreendido na madrugada desta terça-feira (22) após um confronto entre policiais militares e suspeitos ligados a uma facção criminosa em Pedro Régis, no Litoral Norte da Paraíba.
Segundo a Polícia Militar, seis pessoas estavam no carro no momento da interceptação. Durante a abordagem houve troca de tiros; três suspeitos foram presos, dois ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital de Mamanguape, e um dos ocupantes conseguiu fugir. Até a última atualização da reportagem, ele não havia sido localizado.
As autoridades informaram que os detidos são oriundos de Bayeux e Cabedelo e que teriam se deslocado até Jacaraú, também no Litoral Norte, com o objetivo de realizar um ataque contra integrantes de uma facção rival.
Foram apreendidos cinco armamentos, mais de 50 munições, três coletes à prova de balas e o veículo usado pela quadrilha. Todo o material foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil em Mamanguape para as providências legais.
Contexto e prisão anterior de Jorlan
A fuga de Jorlan terminou no domingo (13), em Mulungu. De acordo com informações da polícia, o suspeito tentou se ocultar usando traje feminino — vestido, peruca, sandália, óculos escuros e unhas pintadas — e estava acompanhado de uma criança.
Ainda conforme relato da autoridade policial, Jorlan retornou à residência onde estava, pegou um revólver e deixou a criança no local. Ao sair, o vestido teria se deslocado, revelando uma tatuagem que permitiu a identificação pelos agentes.
Em depoimento após ser preso em Mulungu, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida. A Polícia Civil informou que está confrontando essas declarações com investigações em andamento, provas técnicas e registros de ocorrências.
“É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, declarou o delegado Douglas Garcia sobre a alegação feita pelo suspeito.
A corporação ainda não detalhou como a criança passou a estar com o suspeito nem se ela recebeu atendimento médico após ser localizada; a criança não era parente de Jorlan. Ele foi preso após cerca de 48 horas de operação, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba.
Na mesma operação foram detidos outros dois homens em Mulungu, também suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região. Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa que atua na área.
Após audiência de custódia, Jorlan foi encaminhado ao Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, conforme informou o delegado Douglas Garcia.
Com informações de Jornaldaparaiba



