Vitória e histórico
O democrata Chris Pappas conquistou uma vaga no Senado dos Estados Unidos por New Hampshire nesta quarta-feira (4), ao derrotar o republicano John Sununu, que tentava retornar à Casa após cerca de duas décadas fora do cargo.
Em seu discurso de comemoração, Pappas afirmou que o resultado representa um “alerta para os bilionários” e disse que trabalhará pela mudança de direção em Washington.
Com a vitória, Pappas passará a ser o primeiro homem abertamente gay eleito para o Senado americano. Ele assumirá a cadeira da democrata Jeanne Shaheen, que anunciou aposentadoria após 18 anos de mandato, mantendo a vaga sob controle do partido Democrata.
Perfil e trajetória
Aos 46 anos, Chris Pappas ocupa atualmente a cadeira do 1º distrito congressional de New Hampshire na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, cargo equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. Sua eleição ao Senado marca uma mudança no perfil dos representantes abertamente LGBTQIA+ na Casa.
Antes de Pappas, outros políticos abertamente LGBTQIA+ já serviram no Senado, porém todos eram mulheres: Tammy Baldwin, de Wisconsin; Laphonza Butler, da Califórnia; e Kyrsten Sinema, do Arizona. Das três, Butler e Sinema já deixaram o cargo.
O caso do ex-senador Harris Wofford, da Pensilvânia, também é citado no contexto histórico: Wofford cumpriu mandato entre 1991 e 1995 e, na época em que serviu no Senado, era casado com uma mulher. Anos após deixar o cargo, em 2016, ele contraiu casamento com um homem.
A vitória de Pappas mantém a cadeira de New Hampshire sob a administração democrata e representa um marco na composição do Senado em termos de diversidade de orientação sexual entre os senadores homens.
Com informações de Polemicaparaiba




