Os governos da Colômbia e de Cuba manifestaram publicamente, nesta quinta-feira (data não especificada na publicação original), repúdio à operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. As declarações foram divulgadas em postagens nas redes sociais X (antigo Twitter) pelos presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, e Miguel Díaz-Canel, de Cuba.

Posicionamento colombiano

Em mensagem dirigida à comunidade internacional, Petro afirmou que Bogotá “rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil”. O presidente acrescentou que o país acompanha “com profunda preocupação” a evolução dos acontecimentos na nação vizinha, sem citar diretamente Washington. Ele concluiu pedindo que “todas as partes envolvidas” busquem a redução imediata das tensões na região.

Críticas de Havana

Pelo lado cubano, Díaz-Canel classificou o ataque conduzido pelos Estados Unidos como “criminoso”. Segundo o líder de Havana, a intervenção representa “uma violação flagrante da soberania venezuelana” e ameaça a estabilidade regional. A mensagem também foi publicada no X e reiterou o apoio de Cuba ao governo venezuelano diante da ofensiva norte-americana.

Confirmação da Casa Branca

Horas antes das manifestações de Petro e Díaz-Canel, o presidente norte-americano Donald Trump confirmou ter autorizado bombardeios em pontos estratégicos da Venezuela. O republicano declarou que Nicolás Maduro foi detido por forças dos EUA e “levado para fora do país”. Detalhes sobre o local para onde o mandatário venezuelano foi transportado não foram divulgados.

Escalada prévia de tensão

A relação entre Caracas e Washington já vinha se deteriorando nos últimos meses. O Pentágono posicionou um contingente militar no Caribe e realizou ações contra embarcações venezuelanas, o que elevou a preocupação de governos da América Latina sobre a possibilidade de um conflito de maiores proporções. Analistas temem impactos humanitários caso as hostilidades se prolonguem, especialmente para a população civil que vive nas áreas afetadas pelos bombardeios.

Com Colômbia e Cuba liderando as críticas, cresce a expectativa por um posicionamento de outros países da região e de organismos multilaterais. Até o fechamento desta reportagem, não havia registro de reações oficiais de organizações como a Organização dos Estados Americanos (OEA) ou a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Enquanto isso, o governo colombiano reforçou que continuará “monitorando de perto” a situação nas fronteiras e mantém contato com seus parceiros para “promover o diálogo” como alternativa à escalada militar. Havana, por sua vez, reiterou que defende “respeito absoluto” à soberania da Venezuela e exige a retirada imediata das tropas estrangeiras do país.

Com informações de Polemicaparaiba