A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campina Grande informou que cerca de 60% das empresas do comércio varejista da cidade ocupam menos de dez trabalhadores. Esse perfil predominante do setor tem provocado preocupação entre os microempresários locais diante da proposta de redução da jornada de trabalho em tramitação no âmbito federal.
Segundo a CDL, a alta concentração de estabelecimentos de pequeno porte no varejo é apontada como fator que torna a implementação de nova norma trabalhista mais sensível para esse segmento. A proposta de diminuição da jornada de trabalho levou a uma reação de insatisfação por parte de microempresários, que também direcionaram críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os dados divulgados pela entidade mostram a composição do parque empresarial do comércio de Campina Grande e servem como base para o desconforto manifestado pelos empresários de menor porte. A preocupação decorre, na avaliação dos representados pela CDL, da dificuldade que empresas com quadros reduzidos podem enfrentar diante de mudanças nas regras de jornada.
O tema vem ganhando espaço nas discussões entre representantes do varejo local e órgãos de classe, que acompanham os desdobramentos da proposta em nível nacional. A posição da CDL reflete o receio de que a alteração nas normas de trabalho tenha impacto direto no funcionamento das micro e pequenas empresas que compõem a maior parte do comércio na cidade.
Até o momento, a CDL registrou a insatisfação dos microempresários com a proposta e com o governo federal, sem que, na divulgação dos dados, houvesse detalhamento adicional sobre medidas específicas a serem adotadas pelo setor ou por autoridades locais.
Os números e as reações foram divulgados pela entidade como parte do debate público sobre as possíveis consequências da redução da jornada de trabalho para o comércio varejista de Campina Grande.
Com informações de Paraibaonline



