Professora Evelyn Tamara recomenda o uso sistemático de simulados do Enem para orientar a preparação dos candidatos na reta final. Segundo ela, além de aferir conhecimentos, os exercícios servem para mapear dificuldades, treinar a gestão do tempo e preparar o corpo e a mente para a duração do exame.
Por que fazer simulados?
Evelyn explica que o Enem exige resistência física e mental, além da capacidade de interpretar enunciados ao longo de várias horas sentado. Por isso, aplicar simulados ajuda o estudante a reconhecer antecipadamente quais aspectos atrapalham seu desempenho e a adaptar a rotina de estudos ao ritmo da prova.
Identificação de pontos fracos
A docente indica refazer as provas das três edições anteriores como forma de identificar temas recorrentes e tópicos que demandam revisão. Durante esse processo, o aluno deve analisar não só quais perguntas foram erradas, mas também por que errou — se por falta de conteúdo, interpretação equivocada, perda de tempo ou distração.
Para sistematizar essa análise, é sugerido manter um caderno de erros com o registro das questões incorretas e a causa de cada equívoco. Com esse levantamento, a revisão fica mais direcionada e eficiente, evitando a repetição mecânica de exercícios sem avaliação dos resultados.
Treinar o tempo de prova
Outro ponto enfatizado é reproduzir as condições do dia do Enem ao fazer simulados. Evelyn recomenda reservar um bloco entre 13h e 18h para responder as questões, observando quanto tempo é necessário para leitura, resolução e eventuais pausas, como ida ao banheiro. O objetivo é entender a reação do corpo ao período prolongado e ajustar a distribuição de tempo entre as questões.
Prática do preenchimento do gabarito
O simulado deve contemplar também o preenchimento da folha de respostas. Mesmo quando o treino ocorre em dispositivos eletrônicos, a professora aconselha imprimir um modelo de gabarito e transferir as respostas para treinar o procedimento e contabilizar o tempo necessário para essa etapa.
Impacto da TRI na estratégia
Evelyn lembra ainda que a correção do Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), o que torna contraproducente gastar minutos excessivos numa questão muito difícil. A recomendação é monitorar o tempo por item e evitar que uma única pergunta impeça o avanço no caderno.
Além de refazer provas anteriores, a professora sugere incluir simulados com questões inéditas para ampliar a prática e a familiaridade com diferentes formatos de enunciado.
Para quem busca materiais e orientações, há conteúdos disponíveis no site Lá Vem o Enem, que reúne reportagens e dicas de especialistas para o preparo.
Com informações de Jornaldaparaiba


