A disputa por uma das 36 cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. Deputados em mandato, ex-parlamentares e novos candidatos apresentam campanhas pelo estado em busca de mandatos de quatro anos na Casa Epitácio Pessoa. Com objetivo de resgatar como foram as eleições estaduais nas últimas décadas, o levantamento apresentado pelo veículo traz um panorama das disputas pela Assembleia desde 1982, focalizando aqui os pleitos de 1994, 1998 e 2002.

1994

Em 1994, Zenóbio Toscano, eleito deputado estadual pela primeira vez em 1990 com pouco mais de 14 mil votos, ficou em 1º lugar na disputa daquele ano, registrando a maior votação alcançada por um candidato desde 1982. A eleição também deu projeção estadual a nomes que se tornariam influentes na política da Paraíba, como Francisca Motta, Lindolfo Pires, Domiciano Cabral, Inaldo Leitão, Wilson Santiago, Vitalzinho e Luiz Couto.

Um episódio marcante foi o desempenho de Deusdete Queiroga: após ter sido o mais votado em 1990 com mais de 23 mil votos, em 1994 recebeu apenas 61 votos e não se reelegeu. O 36º eleito naquele pleito foi Aristóteles da Costa Agra, conhecido como Tota Agra, que entrou para a história como o primeiro deputado do Partido Verde (PV) na Paraíba e que defendia a legalização da maconha em uma época em que o tema era pouco debatido e amplamente marginalizado.

O veículo lista os 36 eleitos em 1994.

1998

Quatro anos depois, em 1998, Olenka Maranhão, sobrinha do ex-governador José Maranhão, filha da ex-prefeita de Araruna Wilma Maranhão e irmã do ex-prefeito e ex-deputado federal Benjamin Maranhão, candidatou-se à Assembleia após cumprir um mandato de prefeita em Cacimba de Dentro. Olenka tornou-se a candidata mais votada da história da Casa Epitácio Pessoa até então, superando a votação de Afrânio Bezerra em 1982, ao obter mais de 43 mil votos — cerca de 14 mil votos a mais que Zenóbio Toscano.

Na mesma eleição, Iraê, filha do ex-deputado Humberto Lucena, concorreu pela primeira vez pouco depois do falecimento do pai, em abril de 1998, e foi eleita com pouco mais de 20 mil votos. A eleição de 1998 também revelou para o cenário estadual figuras como Rômulo Gouveia, Ricardo Coutinho, Ruy Carneiro, Arthur Cunha Lima e Frei Anastácio.

O levantamento apresenta a relação dos 36 eleitos em 1998.

2002

O recorde de Olenka Maranhão como a mais votada não durou muito. Ricardo Coutinho — vereador da capital por dois mandatos e sexto mais votado para a Assembleia em 1998 — consolidou-se e, em 2002, foi reeleito com 47.912 votos, cerca de 13 mil votos à frente de Manoel Júnior. Aguinaldo Ribeiro, que havia ficado como suplente em 1994, conquistou sua primeira eleição em 2002.

Outros nomes que se destacaram ao vencer cadeiras na Assembleia em 2002 foram Troccoli Júnior, Gervásio Maia, Fábio Nogueira, Antônio Mineral, Jacó Maciel e Manoel Ludgério. A publicação relaciona também os 36 eleitos naquele pleito.

A série apresenta um panorama das transformações no eleitorado e dos principais atores que marcaram as disputas estaduais na Paraíba nas três eleições examinadas.

Com informações de Polemicaparaiba