O balanço do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou um quadro de forte concentração de riqueza dentro da Paraíba. Segundo números destacados pela Coluna Aparte, apenas cinco municípios – o equivalente a 2,2% dos 223 que compõem o estado – responderam por 53,4% de toda a produção econômica paraibana no período analisado.
Os dados reforçam a diferença histórica entre a capital João Pessoa e o restante do território estadual. Ainda que o levantamento não detalhe a participação isolada de cada cidade, o peso significativo atribuído a esse grupo restrito de municípios confirma a tendência de centralização de atividades econômicas em áreas de maior infraestrutura, oferta de serviços e densidade populacional.
Para especialistas, a concentração de mais da metade do PIB em um número tão reduzido de localidades evidencia a dificuldade de interiorização do desenvolvimento. A capital, segundo a Coluna, desponta como principal polo econômico, enquanto diversas regiões interioranas continuam com participação modesta na geração de riquezas.
A publicação observa que essa assimetria se reflete em indicadores sociais, já que municípios com menor peso econômico tendem a enfrentar desafios adicionais em áreas como educação, saúde e criação de empregos. Embora o levantamento do IBGE se restrinja aos resultados de 2023, o padrão identificado guarda semelhança com estimativas de anos anteriores, apontando para um fenômeno persistente.
A discrepância também desperta debate entre gestores públicos a respeito da necessidade de políticas voltadas ao estímulo de cadeias produtivas fora da capital. Medidas como incentivos fiscais, programas de capacitação e investimentos em logística são apontadas como instrumentos capazes de atrair novos empreendimentos e, assim, reduzir o descompasso regional.
De acordo com a Coluna Aparte, o perfil econômico concentrado permanece como um dos principais desafios estruturais da Paraíba. A divulgação do PIB de 2023 pelo IBGE oferece, portanto, um retrato atualizado da realidade estadual, ressaltando urgência por estratégias que ampliem oportunidades e distribuam de forma mais equilibrada os frutos do crescimento.
Ainda que o relatório do instituto não apresente soluções, os números divulgados funcionam como parâmetro para que governos, setor produtivo e sociedade civil planejem ações que minimizem a desigualdade entre João Pessoa e os demais municípios. O debate sobre caminhos para descentralizar a economia estadual deve se intensificar ao longo dos próximos meses, tendo como base o diagnóstico fornecido pelos dados oficiais.
Com informações de Paraibaonline




