Em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário, o delegado seccional da Polícia Civil em Cajazeiras, Antônio Netto, apresentou informações sobre a primeira fase da Operação Purgation, deflagrada na manhã de quarta-feira (15) em municípios do Alto Sertão paraibano. A ação atingiu localidades de Cajazeiras, São João do Rio do Peixe, Santa Helena, Triunfo, Cachoeira dos Índios e Sousa, com objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por homicídios, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, furto de gado e outros delitos.

Segundo o delegado, a operação cumpriu 11 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão. Ao todo, 10 pessoas foram detidas — sendo sete prisões preventivas e três em flagrante. Durante as diligências foram apreendidas cerca de 40 armas de fogo e mais de mil cartuchos de munição. Netto informou que as investigações permanecem em andamento e que a investigação pode gerar novos desdobramentos, inclusive para apurar possíveis vínculos dos suspeitos com integrantes do sistema prisional e a existência de ramificações em outras cidades e estados.

O delegado ressaltou a relevância das informações fornecidas pela população. De acordo com ele, muitas capturas de foragidos e apreensões de armas e munições na região de São João do Rio do Peixe ocorreram graças a denúncias anônimas enviadas pelo número 197.

A Operação Purgation mobilizou cerca de 90 policiais civis e utilizou 25 viaturas deslocadas de diversas regiões da Paraíba, incluindo equipes de João Pessoa, Campina Grande, Patos e áreas do Sertão. A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social apoiou a ação, disponibilizando o Helicóptero Acauã para auxiliar nas buscas e no acompanhamento dos alvos.

O uso do helicóptero foi destacado pelo delegado como fundamental para as ações em áreas rurais: enquanto as equipes em solo realizavam abordagens, a aeronave fazia monitoramento aéreo, facilitando a identificação de movimentações e transmitindo informações em tempo real sobre a localização dos investigados.

Netto também afirmou que, embora as investigações corram sob sigilo, a polícia trabalha com a hipótese de que a organização criminosa possa ter ligações fora da Paraíba, ressaltando que delitos contemporâneos frequentemente apresentam conexões interestaduais e, em alguns casos, internacionais.

As diligências seguem para aprofundamento das apurações e eventual identificação de outras pessoas envolvidas.





Com informações de Diariodosertao