O delegado da Polícia Civil Braz Morrone e dois policiais civis detidos na manhã de terça-feira, 2 de junho de 2026, durante a operação “Perfídus” em João Pessoa, serão afastados de suas funções e podem ser exonerados da corporação, informou o secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, em entrevista à CBN.
A operação investiga uma organização suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Segundo a Polícia Civil, agentes públicos teriam utilizado estrutura do Estado para beneficiar esse grupo criminoso, repassando informações protegidas.
Além das prisões realizadas, as ações judiciais incluíram buscas e apreensões, cumprimento de nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões em bens dos investigados.
Entre os presos estão o delegado Braz Morrone, que atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) em João Pessoa e possui mais de 20 anos de carreira, e os agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como Bomba ou Bombado, apontado pela Polícia Civil como operador central do grupo e responsável pela ligação entre policiais e traficantes, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, apelidado de Mão Branca, suspeito de monitorar carregamentos, usar rastreadores e ocultar drogas.
Outras prisões decorrentes da operação envolveram: João Wicttor Alves de Lima; Brendo Roberth Fernandes Sobral; Paulo Ricardo Barbosa de Souza (conhecido como Galinha); José Alexandrino de Lira Júnior (Júnior Lira); Vanessa Dantas Fernandes; e Dankennedy Vieira Brito da Silva (Babau). As defesas dos investigados não foram localizadas até o momento.
Jean Nunes afirmou que, além das medidas judiciais, haverá desdobramentos administrativos. A Polícia Civil encaminhou documentação à Secretaria de Segurança e determinou à Corregedoria Geral da Justiça a instauração de procedimentos administrativos para apurar a conduta dos envolvidos, que podem resultar na demissão dos policiais.
Segundo as investigações, integrantes da organização tinham acesso a dados sigilosos sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes. O nome da operação, Perfídus, foi escolhido em referência à suspeita de deslealdade atribuída aos investigados.
Com informações de G1



