Uma reeducanda da Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, localizada em João Pessoa, tornou-se a primeira pessoa beneficiada pelo projeto “Voz que Liberta”, iniciativa que revisa sentenças e oferece serviços voltados à reintegração social de mulheres privadas de liberdade na Paraíba.
O programa, idealizado pela desembargadora Maria de Fátima Bezerra Maranhão e coordenado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) em parceria com o Governo do Estado e entidades da sociedade civil, combina a revisão de processos judiciais com atendimento em saúde, formação profissional e suporte social para as famílias das internas.
Na área de saúde, o projeto disponibiliza exames de mamografia e citologia, implantes anticoncepcionais e atendimentos odontológicos. Em paralelo, são oferecidos cursos profissionalizantes e atividades que visam preparar as detentas para o retorno ao convívio social e para a busca por ocupação formal após a saída do sistema prisional.
A primeira beneficiada foi a manicure e artesã Izandra Silva, natural de Manaus (AM). Ela teve sua pena reavaliada após dois anos e meio de cumprimento e recebeu o direito à liberdade. Izandra afirmou que a experiência de cumprir a pena a transformou e que ela pretende retomar o papel de mãe para suas duas filhas pequenas, demonstrando gratidão pela oportunidade de reconstruir sua trajetória.
Ao apresentar o projeto, a desembargadora Maria de Fátima Bezerra Maranhão ressaltou que a iniciativa não se limita ao período em que as mulheres permanecem detidas, mas busca acompanhar a trajetória delas também após a saída, com o objetivo de ampliar oportunidades e evitar a reincidência.
O lançamento do “Voz que Liberta” contou com a presença de representantes de diversas instituições, entre eles a primeira-dama do Estado, Camila Mariz, que foi escolhida como madrinha do projeto, e o ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Brandão.
O programa pretende, por meio da combinação de revisão judicial e oferta de serviços integrados, facilitar a reinserção social das mulheres atendidas e apoiar suas famílias durante o processo de ressocialização.
Com informações de Jornaldaparaiba



