Ingá (PB) – A Polícia Civil da Paraíba prendeu, na terça-feira (30), Tássio da Silva e Marcos Antônio Gomes, apontados como autores do assassinato de Jailson Cândido da Silva, homem ligado à prática de agiotagem no município de Ingá, localizado no Agreste paraibano.
A investigação, conduzida pela delegada Mairam Moura, começou em 19 de dezembro, dia em que a vítima deu entrada no Hospital de Ingá após se envolver em um acidente de veículo. Durante o atendimento, a equipe médica identificou ferimentos por arma de fogo no corpo de Jailson. Ele não resistiu, e a polícia foi acionada imediatamente.
Emboscada motivada por dívidas
De acordo com o inquérito, os dois suspeitos armaram uma emboscada para atrair Jailson ao local onde ocorreu o crime. A principal linha investigativa aponta que a motivação do homicídio está relacionada a dívidas contraídas com a vítima, conhecida na região por cobrar juros de empréstimos informais.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil confirmou a participação de Marcos Antônio Gomes, que confessou o crime após ser detido. Já Tássio da Silva é investigado não apenas pela participação no homicídio, mas também por supostamente ter alterado a cena para dificultar o trabalho pericial.
Arma localizada
Durante as buscas, os agentes encontraram uma arma de fogo enterrada em uma residência. O objeto foi recolhido e será submetido a exames balísticos para definir se foi utilizado nos disparos que atingiram Jailson. O laudo deverá ser anexado ao inquérito, que segue em andamento.
Os dois homens permanecerão à disposição da Justiça. Caso sejam indiciados e condenados, podem responder por homicídio qualificado. Além disso, Tássio da Silva poderá enfrentar acusação adicional por ter tentado ocultar provas do crime.
Até o momento, a Polícia Civil não descarta novas prisões, já que outras pessoas podem ter colaborado no planejamento da execução. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da ação criminosa.
Com as prisões efetuadas, o caso avança para a fase de conclusão do inquérito, que deve ser encaminhado ao Ministério Público após a juntada dos laudos periciais e dos depoimentos colhidos.
Com informações de G1


