A moeda norte-americana terminou o pregão de quarta-feira (4) em baixa frente ao real, cotada a R$ 5,451, recuo de 0,64%. O movimento acompanhou a desvalorização do dólar no mercado internacional após as eleições legislativas dos Estados Unidos, nas quais os democratas conquistaram maioria no Senado e na Câmara dos Deputados.

Principais números

  • Dólar à vista: R$ 5,451 (-0,64%);
  • Ibovespa: 167.563,47 pontos (+1,23%);
  • Dólar global (índice DXY): 101,520 pontos (-0,2%);
  • Petróleo Brent: US$ 94,62 por barril (-8,67%).

O resultado eleitoral nos EUA reduziu a percepção de risco de mudanças abruptas na política econômica americana, contribuindo para a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro e favorecendo moedas de mercados emergentes. No entanto, no Brasil os ganhos do real foram contidos pela cautela acerca de incertezas fiscais e pela expectativa sobre a condução da política econômica no próximo governo.

Câmbio

Após três pregões de alta, o dólar reverteu a trajetória e encerrou em território negativo. A moeda chegou a atingir R$ 5,498 na máxima da sessão, por volta das 13h30, mas recuou ao longo da tarde e encerrou em R$ 5,451.

Investidores também acompanharam a expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros. O mercado brasileiro fechou antes do anúncio do Banco Central, que mais tarde surpreendeu ao manter a Selic em 13,75% ao ano.

Bolsa

O Ibovespa registrou alta de 1,23%, aos 167.563,47 pontos, interrompendo uma sequência de seis pregões de queda e retomando a marca dos 167 mil pontos. No pico do dia, pouco antes das 14h, o índice chegou a 167.986,37 pontos.

O ambiente externo mais favorável aos ativos de risco beneficiou ações sensíveis a juros, como bancos e algumas empresas ligadas a commodities. Em contrapartida, os papéis da Petrobras recuaram de forma significativa, acompanhando a forte queda do petróleo no mercado internacional; o Brent para janeiro caiu 8,67%, a US$ 94,62 por barril.

O pregão brasileiro foi encerrado antes do comunicado final do Copom, e parte do mercado esperava a manutenção da Selic em 13,75% ao ano.

* com informações da Reuters

Com informações de Agência Brasil