Geriatra ressalta necessidade de avaliação e tratamento da dor em idosos
A médica geriatra Ana Luiza Figueiroa afirmou, durante o quadro Vida Plena, que a dor não deve ser considerada um aspecto inevitável do envelhecimento. Segundo a especialista, embora a sensação de dor seja comum entre pessoas idosas, a presença de dor crônica — definida como aquela que persiste por mais de três meses — exige sempre investigação clínica e tratamento apropriado.
Figueiroa destacou que a recorrência ou a manutenção de sintomas dolorosos não pode ser simplesmente atribuída à idade avançada, e que profissionais de saúde precisam avaliar as causas subjacentes antes de adotar condutas. A geriatra salientou a importância de protocolos de diagnóstico para identificar fatores que contribuem para o quadro e orientar intervenções que visem alívio e melhora da qualidade de vida.
Em sua manifestação no programa, a médica ainda observou que a dor crônica é uma condição frequente na população idosa. Estudos, conforme citou, indicam que entre 30% e 50% dos idosos apresentam algum episódio de dor persistente, o que reforça a necessidade de atenção clínica contínua e de políticas de saúde que garantam acesso a avaliação especializada e terapias adequadas.
Segundo a geriatra, o tratamento da dor em pessoas mais velhas deve ser individualizado, considerando comorbidades, uso de medicamentos e limitações funcionais. Ela também ressaltou que a intervenção precoce pode reduzir complicações, preservar autonomia e minimizar impactos na rotina e no bem-estar do paciente.
O alerta lançado por Ana Luiza Figueiroa tem por objetivo mudar a percepção de que a dor faz parte do processo de envelhecimento e estimular familiares, cuidadores e profissionais de saúde a buscar diagnóstico e manejo apropriado sempre que houver queixas persistentes.
Com informações de Paraibaonline



