O curso de Medicina da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no campus de Cajazeiras, tem novo coordenador. O professor Henrique Gonçalves Dantas de Medeiros reassumiu a função que já ocupou por mais de dez anos e afirmou, em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário do Sertão, nesta quinta-feira (21), que sua gestão será voltada para a continuidade das ações recentes.
Segundo Medeiros, o trabalho da coordenação se apoiará em três prioridades: a atualização do currículo, a retomada das entradas semestrais e o aperfeiçoamento do internato médico. O objetivo, conforme ele explicou, é consolidar avanços já iniciados e adequar o curso às normas vigentes.
O coordenador apontou como primeiro desafio a revisão do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) para incorporar as exigências federais mais recentes. Ele citou a promulgação das novas diretrizes curriculares nacionais para Medicina, ocorrida em outubro do ano passado, como o principal motivo para a revisão do documento e para a reestruturação das disciplinas e da organização do curso.
Internamente, Medeiros informou que um núcleo docente estruturante já está trabalhando na atualização do PPC e que a intenção é concluir esse processo com brevidade, considerando que o projeto pedagógico é um critério de avaliação do MEC.
Outro ponto levantado pelo coordenador foi a periodicidade de ingresso de estudantes. Atualmente, o curso recebe alunos apenas uma vez por ano — 30 vagas anuais — enquanto, na criação do curso, a oferta era de 60 vagas distribuídas em entradas semestrais de 30 alunos cada. Medeiros explicou que, em razão de dificuldades nos primeiros anos, o MEC recomendou a redução do número de vagas, o que resultou no formato atual.
Ele destacou os impactos dessa configuração na rotina acadêmica: períodos com turmas reduzidas geram ociosidade de docentes, disciplinas que deixam de ser ofertadas e problemas na organização da carga horária. A retomada das entradas semestrais, segundo Medeiros, é uma meta da nova gestão, embora demande estudo sobre a quantidade de estudantes e a disponibilidade de corpo docente.
Por fim, o coordenador avaliou o internato médico. Medeiros reconheceu que a inauguração do Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB) trouxe volume de campo prático e contribuiu para a formação, mas afirmou que ainda são necessárias adequações para atender às mudanças determinadas pelas novas diretrizes nacionais.
DIÁRIO DO SERTÃO
Com informações de Diariodosertao


