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A economia brasileira registrou crescimento de 2,2% em 2025 na comparação com 2024, segundo a pesquisa Monitor do PIB divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento é considerado uma prévia do produto interno bruto (PIB) e reúne informações da indústria, comércio, serviços e agropecuária.
O resultado de 2025 representa o quinto ano consecutivo de alta, apesar de uma desaceleração ao longo dos meses finais do ano. Em 2024, o avanço havia sido de 3,4%. Em dezembro, a variação mensal do PIB ficou em 0% em relação a novembro, e o quarto trimestre de 2025 também se manteve estável frente ao terceiro trimestre.
Desempenho por componentes
O Monitor do PIB estima que o consumo das famílias aumentou 1,5% em 2025. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede investimentos em bens de capital como máquinas e equipamentos, cresceu 3,6% no ano.
No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações subiram 5,1%. A taxa de investimento da economia é estimada em 17,1%, o maior nível dos últimos três anos.
Valores e recordes
Em termos nominais, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,63 trilhões em 2025, o maior patamar da série histórica. O PIB per capita alcançou R$ 59.182, também recorde.
Fatores que frearam a expansão
A coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, Juliana Trece, apontou que a elevação das taxas de juros foi um dos fatores que reduziram o ritmo de crescimento em 2025. Segundo ela, o ano teve “evidente perda de fôlego” do PIB, com forte expansão no início e estabilidade no quarto trimestre na série ajustada sazonalmente.
A elevação da taxa Selic começou em setembro de 2024, quando estava em 10,5% ao ano, e foi elevada até 15% em junho de 2025, mantendo-se nesse patamar. O IPCA ficou fora do intervalo de tolerância por 13 meses, incluindo praticamente todo 2025.
Além do aperto monetário, a economista citou o impacto de tarifas impostas pelos Estados Unidos a partir de agosto de 2025, que reduziram as vendas brasileiras ao mercado norte-americano. Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, estimou que 22% das exportações para os EUA estavam sujeitas às sobretaxas. Nesta sexta-feira, a Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária adotada pelo governo norte-americano.
Apesar da desaceleração, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada, segundo dados do IBGE. Outra prévia do desempenho anual, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicou expansão de 2,5% em 2025.
O resultado oficial do PIB será divulgado pelo IBGE no dia 3 de março.
Com informações de Agência Brasil




