O senador Efraim Filho (União Brasil) declarou, nesta terça-feira (14), que o setor jurídico do PL vai recorrer à Justiça Eleitoral para solicitar a suspensão da diplomação do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Manoel de Lima Neto (Avante).

Segundo o senador, a cerimônia de diplomação está marcada para o dia 20, mas deverá ser alvo de um pedido liminar em razão das informações levantadas pela Operação Cítrico. Efraim afirmou que a diplomação não pode ocorrer enquanto houver risco de manutenção da organização apontada pela investigação no exercício do poder municipal.

A determinação de afastamento de Edvaldo do comando interino da prefeitura foi decretada como medida cautelar pela Justiça, após ação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público da Paraíba e da Controladoria-Geral da União. O afastamento investiga indícios de fraude em licitações, desvios de recursos públicos e uso da máquina administrativa por suposta organização criminosa. A medida judicial tem caráter cautelar e não constitui condenação, segundo informou a Justiça; também não está vinculada ao processo eleitoral.

Efraim defende posse de Walber

Na coletiva, Efraim anunciou que o grupo político pretende ainda pedir a posse do segundo colocado nas urnas, o deputado estadual Walber Virgolino (PL), aliado do senador. O senador afirmou que seguirá na disputa jurídica para tentar impedir a diplomação de Edvaldo e, na sequência, garantir que Walber assuma a prefeitura.

Edvaldo Neto venceu a eleição suplementar realizada no domingo (12), quando derrotou Walber Virgolino. Em razão da investigação e do afastamento cautelar, o desenrolar do processo de diplomação e eventual posse passou a ser questionado pelos adversários eleitorais.

Medidas judiciais do PL

O jurídico do PL informou que já protocolou três ações de investigação judicial eleitoral (Aijes) com base nas apurações e nos documentos recolhidos durante a Operação Cítrico. As peças apresentadas pelo partido utilizam os elementos levantados pela operação para fundamentar pedidos que, na avaliação do PL, impediriam a confirmação do resultado eleitoral enquanto as suspeitas não forem esclarecidas.

As autoridades responsáveis pela operação e as instâncias judiciais competentes seguem com as apurações e decidirão sobre os pedidos liminares e sobre o andamento das ações eleitorais.

Com informações de Jornaldaparaiba