O professor e radialista Chagas Amaro afirmou que as pesquisas eleitorais que apontam empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) — e aquelas que chegam a mostrar Flávio à frente em cenários de segundo turno — “dizem muito pouco” no momento atual. A declaração foi feita no quadro Direto ao Ponto, do programa Olho Vivo, na TV e Rede Diário do Sertão.
Segundo Chagas, é preciso considerar que “pesquisa é o reflexo do momento” e que alguns indicadores apontam para fatores que reduzem a confiabilidade das sondagens neste instante. Entre esses sinais, ele destacou o desinteresse nas urnas observado na chamada geração Z e a alta proporção de eleitores sem escolha definida.
O colunista ressaltou que há “um certo desânimo, uma certa decepção com essa política que vem sendo posta em prática no Brasil”. Ele lembrou que, se forem somados os eleitores desencantados e aqueles que não pretendem votar com os aproximadamente 40% que ainda dizem poder mudar o voto ou não têm candidato definido, a fotografia das pesquisas fica incompleta.
Chagas Amaro sustentou que esse conjunto de fatores reduz o valor das medições atuais: “Se juntarmos esse pessoal que está desencantado, que não tem interesse em votar, e mais aqueles outros 40% que dizem que ainda podem mudar a escolha do nome para presidente da República… significa que as pesquisas neste momento dizem muito pouco”, opinou.
Três levantamentos divulgados neste mês de abril — Datafolha, Meio/Ideia e Genial/Quaest — apresentam Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em cenários de segundo turno, mas com margem de diferença dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico. Já a pesquisa da Futura Inteligência aponta vantagem de Flávio além da margem de erro.
O debate foi apresentado no programa da emissora e trouxe à tona a incerteza provocada pelo número de indecisos e pelo potencial impacto do desinteresse entre eleitores mais jovens nas projeções eleitorais.
Com informações de Diariodosertao



