O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra um impasse político na Paraíba relacionado à escolha do apoiador para uma das vagas ao Senado nas eleições de 2026, segundo reportagem da revista VEJA publicada neste sábado. A disputa entre aliados estaduais ameaça desgastar acordos internos e complicar o quadro eleitoral local.

O cenário e os nomes em disputa

De acordo com a matéria, uma das cadeiras senatorias já estaria praticamente definida a favor do governador João Azevêdo. A segunda vaga, no entanto, virou objeto de disputa entre o senador Veneziano Vital do Rêgo e o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, que também ocupa a presidência do Republicanos na Paraíba.

Pressões sobre a definição do apoio

Nos bastidores, o presidente Lula procura preservar o equilíbrio entre os grupos que lhe são aliados no estado. A reportagem registra, porém, que qualquer decisão terá custo político. Um eventual endosso a Nabor Wanderley poderia desagradar o ministro Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União e irmão do senador Veneziano. Por outro lado, optar por Veneziano poderia gerar incômodo em relação ao deputado federal Hugo Motta, filho de Nabor e uma liderança relevante no Congresso Nacional.

Impactos eleitorais e estratégicos

A indefinição sobre qual candidato receberá o apoio oficial de aliados do presidente pode resultar na divisão de votos entre as forças aliadas dentro da Paraíba. A reportagem também aponta que essa fragmentação abriria espaço para o crescimento de Marcelo Queiroga, ligado ao campo bolsonarista, na disputa pelo Senado estadual.

O episódio ilustra a importância estratégica da Paraíba para o pleito de 2026, com repercussões que ultrapassam os limites do estado. A escolha de Lula tende a afetar não apenas a composição das candidaturas locais, mas também as relações do governo com o Congresso Nacional e com órgãos de controle.

Com informações de Polemicaparaiba