Nayana Pontes Pereira Gomes, esposa do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), recebeu R$ 4.950 em pagamentos do Auxílio Emergencial entre maio de 2020 e outubro de 2021, conforme reportagem publicada no portal Brasil 247 em 14 de outubro. Os dados citados na matéria indicam que os depósitos foram feitos em 15 parcelas ao longo de 2020 e 2021.

Como foram os pagamentos

Segundo os registros mencionados na publicação, a distribuição dos valores foi a seguinte: em 2020, foram cinco parcelas de R$ 600 (total de R$ 3.000) e três parcelas de R$ 300 (total de R$ 900), somando R$ 3.900. Em 2021, constam sete parcelas de R$ 150, que totalizam R$ 1.050. No conjunto, os pagamentos chegam a R$ 4.950. Os registros apontam a beneficiária em Campina Grande, município do Agreste paraibano.

Contexto político e candidaturas

Nayana é presidente do PL Mulher em João Pessoa e, em 2026, integrou a chapa do senador Efraim Filho (PL) como candidata a vice-governadora na disputa pelo governo da Paraíba. Seu marido, o deputado Cabo Gilberto, é filiado ao PL, líder da oposição na Câmara dos Deputados e aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Declarações de patrimônio

A reportagem também relaciona diferenças nas declarações de bens apresentadas por Nayana à Justiça Eleitoral em anos distintos. Em 2018, ao concorrer a deputada estadual, ela declarou um imóvel avaliado em R$ 900 mil. Em 2020, ao disputar vaga na Câmara Municipal de Campina Grande, informou patrimônio imobiliário de R$ 200 mil, diferença de R$ 700 mil entre as duas declarações. Em 2026, ao registrar a candidatura a vice-governadora na chapa de Efraim Filho, constou que não declarou bens.

Os registros públicos não explicam se houve venda, transferência, mudança de titularidade ou outra alteração relativa aos imóveis. A reportagem ressalta que a variação nas declarações, isoladamente, não comprova irregularidade patrimonial nem permite concluir que a beneficiária descumpriu os critérios do Auxílio Emergencial.

Pagamentos durante o governo federal

Os pagamentos ocorreram no período em que o programa foi mantido pelo governo federal como resposta à crise econômica derivada da pandemia de Covid-19, durante a gestão de Jair Bolsonaro. A reportagem aponta que, para verificar eventual incompatibilidade com as regras do benefício, seria necessário analisar os critérios de elegibilidade aplicáveis em cada momento e as condições econômicas e familiares da beneficiária na época dos pagamentos.

As informações apresentadas na reportagem relacionam os registros de pagamento do Auxílio Emergencial às declarações de patrimônio, sem, contudo, apontar prova isolada de irregularidade.

Com informações de Polemicaparaiba