A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que o faturamento do comércio paulista com as vendas do Dia das Mães aumente 3% em relação à mesma data do ano passado, alcançando aproximadamente R$ 82 bilhões — um acréscimo de R$ 2,7 bilhões em comparação com 2025.
O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (6 de maio de 2026) pela FecomercioSP. Segundo a entidade, a principal base para a previsão positiva são as condições do mercado de trabalho e a elevação da renda, fatores que ampliam a capacidade de consumo e facilitam o acesso ao crédito, mantendo o Dia das Mães como uma das principais datas para o varejo, sobretudo nos segmentos ligados a presentes tradicionais.
Entre os setores que devem apresentar os maiores avanços percentuais no faturamento estão farmácias e perfumarias, com projeção de alta de 6% na comparação anual; lojas de vestuário, tecidos e calçados, com crescimento estimado em 4%; e supermercados, cuja receita deve subir cerca de 3%.
Por outro lado, a Federação apontou que categorias dependentes de crédito e do comprometimento de renda por prazos mais longos tendem a registrar performances mais modestos. Em comunicado, a FecomercioSP destacou que juros elevados, o nível de endividamento das famílias e as incertezas econômicas e eleitorais têm pressionado negativamente as vendas de bens duráveis.
Em função desse cenário, as lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e as de departamento devem apresentar as menores taxas de crescimento no mês de maio, com previsão de expansão de 1%. Já o segmento de móveis e decoração deve registrar aumento estimado em 2%.
A análise da FecomercioSP concentra-se na expectativa de que a recuperação do emprego e a melhora da renda permitam que uma parcela maior de consumidores realize gastos típicos da data, ainda que o comportamento de compra nos segmentos de bens duráveis permaneça mais contido diante do custo do crédito e do endividamento.
As projeções divulgadas pela Federação apontam para um Dia das Mães de crescimento moderado, com diferenças entre os setores conforme a sensibilidade de cada um ao financiamento e ao consumo imediato.
Com informações de Agência Brasil


