A edição desta quinta-feira (13) do Diário Oficial do Estado (DOE) trouxe a sanção da lei que declara a Festa da Carne de Sol de Picuí Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba. A iniciativa é de autoria do deputado estadual Eduardo Carneiro (Solidariedade) e busca assegurar reconhecimento oficial a um dos eventos mais tradicionais do interior paraibano.
Segundo o parlamentar, a proposta levou em conta a relevância histórica, social, gastronômica e econômica que o festejo representa não apenas para o município de Picuí, mas para toda a região do Curimataú e para o estado como um todo. “A carne de sol, símbolo da culinária nordestina, vai muito além de um produto gastronômico. Em Picuí, ela se tornou elemento de identidade comunitária e fator de fortalecimento da economia local”, ressaltou.
Evento consolidado no calendário turístico
Já inserida no Calendário Oficial de Eventos Turísticos da Paraíba, a programação atrai anualmente milhares de visitantes interessados em música, culinária típica e manifestações culturais. O fluxo turístico beneficia diretamente setores como hospedagem, alimentação, transporte e artesanato, contribuindo para a geração de emprego e renda.
Impacto econômico
Durante os dias de festa, o município registra aumento expressivo na movimentação financeira. De acordo com Eduardo Carneiro, a elevação da demanda por serviços e produtos locais potencializa o comércio, estimula a pecuária, favorece a agricultura familiar e impulsiona o turismo gastronômico, criando um ciclo positivo para a economia regional. Para o deputado, esses fatores justificam o reconhecimento oficial, pois garantem não apenas a celebração de uma tradição, mas também sua preservação e transmissão às próximas gerações.
Preservação cultural
O texto sancionado ressalta que a Festa da Carne de Sol se configura como manifestação viva da cultura paraibana, integrando música, arte, culinária e convivência social em um único espaço de celebração. Na avaliação de Carneiro, o título de Patrimônio Cultural Imaterial assegura proteção legal ao evento e reforça o sentimento de pertencimento da população picuiense. “Trata-se de um justo reconhecimento a uma festa que ultrapassa o aspecto recreativo, tornando-se símbolo de identidade, orgulho e memória coletiva de todo o estado”, afirmou.
Com a lei em vigor, a expectativa é de que o poder público estadual e as instâncias municipais adotem medidas adicionais de incentivo e preservação, garantindo a continuidade do evento e fortalecendo sua contribuição para o desenvolvimento regional.
Com informações de Polemicaparaiba




