A orla de João Pessoa voltou a ser alvo de reclamações devido ao acúmulo de lixo, chorume e mau cheiro nos trechos de Tambaú e Cabo Branco. Frequentadores relatam que caminhar, correr ou praticar qualquer atividade física nas primeiras horas da manhã tornou-se “insuportável”, principalmente pelo odor forte e pelo líquido escuro que escorre sobre a avenida após a passagem dos caminhões de coleta.

Instalação de lixeiras subterrâneas não resolveu o problema

Em 2024, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), instalou lixeiras subterrâneas hidráulicas em Tambaú. A medida, apresentada como iniciativa para eliminar a exposição de resíduos, criou expectativa de solução definitiva. Na época, quatro conjuntos desses coletores passaram a funcionar na avenida da orla.

Passado o período eleitoral, porém, a mudança não avançou. As lixeiras subterrâneas continuam em número reduzido e, mesmo próximas a elas, permanecem os antigos tonéis externos usados como suporte. O resultado, segundo usuários, é pouca diferença prática na limpeza: os resíduos seguem visíveis e o chorume se acumula no entorno.

Queixas diárias de moradores, turistas e comerciantes

De acordo com relatos, o trecho que vai do Busto de Tamandaré até depois do Sesc Praia concentra a situação mais crítica. Nas primeiras horas da manhã, restos de comida descartados por quiosques e estabelecimentos se espalham pela via. Depois que os caminhões recolhem o conteúdo dos tonéis, pedaços de lixo ficam sobre o asfalto até que agentes de limpeza retornem — em alguns dias, a retirada ocorre apenas por volta das 7h30.

Além da coleta irregular, moradores apontam a necessidade de lavar com frequência o entorno dos tonéis para remover a sujeira entranhada no pavimento. Eles também cobram que a prefeitura adote um esquema de limpeza que evite o acúmulo de água suja nas áreas mais baixas da avenida.

Responsabilidade compartilhada

Comerciantes que atuam na beira-mar também são alvo de críticas. Moradores defendem ações de educação e fiscalização para garantir o descarte correto dos resíduos. A avaliação é de que, sem participação efetiva dos estabelecimentos, qualquer medida adotada pelo poder público tende a produzir resultados limitados.

Com o fim do ano e o início da alta temporada, a expectativa é de aumento no fluxo de turistas na capital paraibana. Quem frequenta a orla afirma que a prefeitura precisa agir rapidamente para evitar o agravamento da situação durante o verão.

Com informações de Jornaldaparaiba