Entre junho e setembro, período de inverno na Paraíba marcado por temperaturas mais baixas e chuvas, há aumento de casos de alergias e problemas respiratórios. Especialistas alertam que o vento frio e o acúmulo de umidade em ambientes fechados favorecem o agravamento dos sintomas em pessoas predispostas.

Segundo a alergologista Priscila Duarte, o clima frio provoca maior sensibilidade das vias aéreas, o que eleva a ocorrência de rinite alérgica, manifestada por coceira nasal, espirros e obstrução. Ela também relaciona esse quadro à irritação ocular, com olhos lacrimejando e coçando, que costuma acompanhar a rinite em muitos pacientes. A médica ressalta que o mesmo contexto climático aumenta a hiperreatividade dos brônquios, facilitando crises respiratórias.

O frio representa ainda um risco maior para portadores de asma. Priscila Duarte chama atenção para sintomas que podem ser subestimados, como tosse persistente e cansaço, que em algumas pessoas indicam manifestação asmática e exigem avaliação médica.

Risco para animais

A umidade e o aparecimento de mofo em residências também afetam a saúde de animais domésticos, contribuindo para problemas respiratórios. É o caso da gata Vivi, do morador Milton Reis, que apresentou episódios de tosse e foi diagnosticada com asma por uma veterinária, iniciando tratamento com broncodilatadores inalatórios.

A médica veterinária Ana Carolina Ataíde explica que a dificuldade respiratória em animais pode se apresentar por comportamento atípico e que, em quadros mais graves, o pet pode respirar com a boca aberta. O diagnóstico correto deve ser feito pelo médico veterinário, que indicará o tratamento adequado.

Como evitar o mofo

O mofo é formado por colônias de fungos que se desenvolvem em superfícies como paredes, tetos e no interior ou atrás de móveis. Para reduzir a proliferação, é necessário inspecionar locais suscetíveis e realizar limpezas sempre que surgirem sinais de umidade.

A bióloga Camila Lima orienta a limpeza regular de áreas úmidas e de difícil acesso, sugerindo o uso de uma esponja reservada para o serviço, detergente e, se necessário, um pouco de desinfetante, seguido de raspagem do local e descarte dos resíduos. Ela também recomenda ventilação diária dos ambientes — abrir janelas e portas ao amanhecer, evitar que móveis fiquem encostados nas paredes e deixar portas de guarda-roupa abertas para promover circulação de ar.

Medidas preventivas na casa e atenção aos sinais respiratórios em pessoas e animais são apontadas como essenciais para reduzir a incidência de crises alérgicas durante o inverno na Paraíba.

Com informações de Jornaldaparaiba