O governador da Paraíba, João Azevêdo, confirmou nesta segunda-feira (17) a instituição de um auxílio emergencial destinado às famílias afetadas pelo rompimento de um reservatório da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) em Campina Grande, ocorrido em 8 de novembro. O anúncio foi feito durante o programa Conversa com o Governador, transmitido pela Rádio Tabajara FM.
De acordo com o chefe do Executivo estadual, os beneficiários receberão entre R$ 2 mil e R$ 3 mil mensais, pelo período de três meses. O valor exato será definido conforme o grau de dano sofrido por cada núcleo familiar ou produtivo.
Quem tem direito
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh) ficará responsável por operacionalizar o benefício. Segundo a Medida Provisória assinada pelo governador, poderão solicitar o auxílio:
- Núcleos familiares, produtivos ou de assistência social que tiveram a moradia totalmente destruída pelo rompimento;
- Grupos familiares, produtivos ou de assistência social que precisaram ser realocados devido às condições estruturais do imóvel após o incidente;
- Pessoas que não residem na área atingida, mas que sofreram lesões físicas durante o evento e ficaram impossibilitadas de desempenhar suas atividades profissionais.
Forma de pagamento
O governo não detalhou o cronograma de repasses, mas informou que a Sedh fará o cadastro das famílias e a validação das informações colhidas pela Defesa Civil e órgãos municipais. A partir dessa triagem, será definido o valor individual e iniciado o pagamento.
Contexto do rompimento
O reservatório da Cagepa se rompeu na madrugada de 8 de novembro, alagando bairros vizinhos, danificando imóveis e interrompendo o abastecimento de água. Desde então, o governo estadual e a empresa pública vêm promovendo vistorias em residências, emissão de documentos para moradores e indenizações diretas pelos danos materiais.
Além do auxílio anunciado, a Cagepa já começou a pagar indenizações específicas às famílias prejudicadas, enquanto o Ministério Público da Paraíba instaurou uma investigação para apurar responsabilidades pelo acidente.
Ao final do pronunciamento, João Azevêdo reiterou que a prioridade é “garantir dignidade e condições mínimas de subsistência” até a reconstrução completa das áreas atingidas.
Com informações de Clickpb



