Equipes do Governo Federal desembarcaram na Paraíba neste domingo (3) para reforçar o atendimento aos municípios atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias. Técnicos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) estão na região para orientar prefeituras sobre o reconhecimento de situação de emergência, a assistência humanitária e os procedimentos para o restabelecimento dos serviços e infraestrutura.
De acordo com o diretor do Departamento de Obras de Proteção e Defesa Civil da Sedec, Paulo Roberto Farias Falcão, a atuação federal começou pela avaliação dos prejuízos. Segundo ele, a prioridade é mapear danos, identificar demandas e instruir Estado e cidades sobre como formalizar pedidos de recursos destinados à assistência imediata, ao reestabelecimento de serviços essenciais e à reconstrução.
Em Brasília no sábado (2), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou ao senador Veneziano Vital (MDB) que o governo trabalha para reconhecer, de forma célere, as situações de emergência na Paraíba. O reconhecimento, segundo o ministro, é condição para mobilizar a estrutura federal — incluindo as Forças Armadas e a Defesa Civil Nacional — tanto para ações de ajuda humanitária quanto para as intervenções necessárias ao retorno da normalidade.
O último balanço divulgado pela Defesa Civil estadual aponta que cerca de 16,1 mil pessoas foram atingidas pelas chuvas na Paraíba. Entre os afetados, há 624 desalojados, 703 desabrigados e dois óbitos confirmados. Os maiores impactos concentram-se nas cidades de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo.
As equipes federais devem permanecer nos municípios para dar suporte técnico e operacional às administrações locais, com foco nas etapas iniciais de levantamento de danos e na orientação para solicitação de ajuda financeira e logística dos órgãos centrais.
As ações visam acelerar a resposta emergencial e garantir que os municípios tenham encaminhamento para os pedidos de auxílio e para as medidas de recuperação necessárias.
Com informações de Maispb



