Transmissão: Band

Um grupo de networking presente em João Pessoa registrou mais de R$ 2 milhões em negócios fechados entre seus participantes em 1 ano e 2 meses de atuação na cidade. A iniciativa, vinculada ao BNI (Business Network International) — organização que existe desde 1985 e reúne mais de 355 mil membros em 77 países — opera atualmente com três núcleos na capital paraibana: BNI Porta do Sol, BNI Cactos e o recém-lançado BNI Nego, em abril.

Os diretórios locais são conduzidos por Adelaide Maia Conduta e Felipe Conduta, que atuam como diretores executivos. Segundo a organização, a experiência em João Pessoa integra a rede nacional, que já soma cerca de 20 mil empresários no Brasil.

Dados usados pela organização apontam que 98% dos empresários dependem de indicações boca a boca para captar clientes, que esses fechamentos por indicação convertem quatro vezes mais e elevam a retenção de clientes em 37%. O BNI destaca também que apenas 3% dos empreendedores adotam uma estratégia estruturada de networking, o que justifica a proposta de grupos organizados para troca de referências qualificadas.

A metodologia aplicada prevê exclusividade por segmento, permitindo apenas uma empresa por nicho em cada grupo. A filosofia adotada é conhecida como “Givers Gain” (dar primeiro para receber depois), em que os membros priorizam gerar boas indicações para colegas, sem o pagamento de comissões, mecanismo que, segundo a organização, evita práticas indevidas.

O ingresso nos grupos passa por um processo de seleção que inclui triagem para verificar possíveis sobreposições de serviço, participação como convidado em reuniões semanais, entrevista e aprovação pelos membros. Após a aceitação, o novo integrante passa por integração com treinamento e definição de metas de indicação. A anuidade em João Pessoa está em torno de R$ 5.500, valor que pode ser parcelado em até 12 vezes. A regra de frequência é rígida: faltas a quatro reuniões, consecutivas ou não, resultam em desligamento automático.

Expansão para o interior

O BNI afirma que grupos de relacionamento empresarial têm sido formados até em cidades pequenas no Brasil. Para o próximo ano, a expectativa é estender a atuação a municípios como Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras e Catolé do Rocha. A organização ressalta que indicações chegam a responder por 82% dos fechamentos em alguns mercados, reforçando o papel do networking estruturado para gerar receita entre empresas.

Com informações de Jornaldaparaiba