Resumo do caso
Um homem identificado como Washington Rodrigo, de 33 anos, foi encontrado morto dentro de um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa. A Polícia Civil apurou que o principal suspeito é um adolescente de 17 anos, que se apresentou às autoridades e confessou o homicídio.
Como e quando ocorreu o encontro
Segundo a investigação, o adolescente chegou a João Pessoa na quinta-feira, 23 de julho, e, ainda nesse dia, encontrou o perfil de Washington em um site de relacionamento. Eles mantiveram conversa por um aplicativo de mensagens e marcaram um encontro na madrugada de sexta-feira, 24 de julho. Para entrar no hotel, o jovem teria usado um documento falso.
Mecanismo da morte e relato do suspeito
O suspeito declarou à polícia que usou o cabo do secador de cabelo do hotel para estrangular Washington, com a intenção, segundo ele, de apenas deixá-lo desacordado para escapar. O Instituto de Medicina Legal (IML) concluiu que a causa da morte foi asfixia e informou que o corpo apresentava sinais de tortura. O diretor do IML, Flávio Fabres, confirmou essas constatações.
Motivação alegada
Durante depoimento, o adolescente afirmou que desconfiou que a vítima teria registrado parte do momento íntimo entre os dois e se sentiu ameaçado. Ele relatou ter usado uma pistola de airsoft para forçar Washington a entregar a senha do celular e que o teria algemado simulando um fetiche. A defesa também afirmou que o menor confessou o homicídio e alegou que agiu por medo de ter sua orientação sexual exposta.
Provas apreendidas e dinâmica após o crime
Foram apreendidos pela polícia uma pistola de airsoft, um par de algemas e uma luva cirúrgica, objetos que, conforme a investigação, ajudaram a esclarecer a dinâmica do caso. Não foram encontrados entorpecentes no quarto. Após o crime, o adolescente tentou sair do local com o carro da vítima, não conseguiu e deixou o hotel a pé; o corpo foi encontrado por uma copeira.
Procedimentos legais e situação do suspeito
O adolescente se apresentou à Polícia Civil na segunda-feira, 27 de julho, em Caicó (RN), acompanhado de advogado. Na terça-feira, 28 de julho, ele foi ouvido e transferido para João Pessoa, onde a Delegacia da Infância e da Juventude passou a conduzir o caso. Exames iniciais pela arcada dentária foram inconclusivos; na quarta-feira, 29 de julho, a papiloscopia confirmou que ele tem 17 anos, com identificação por comparação de impressões digitais no banco de dados do Rio Grande do Norte.
O jovem possui ao menos 17 boletins de ocorrência registrados no Rio Grande do Norte e já esteve internado em unidade para menores infratores, com registros que incluem atos análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição (stalking), ameaça, violência doméstica e lesão corporal.
Após a confirmação da idade, o adolescente foi encaminhado à ala destinada a menores na carceragem da Polícia Civil em João Pessoa. A Justiça manteve a apreensão provisória na quarta-feira, 29 de julho; a defesa informou que a medida tem prazo de até 45 dias, quando poderá haver liberdade caso não haja sentença. A Polícia Civil tem até dez dias para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Judiciário. Em seguida, o Ministério Público analisará o procedimento e poderá apresentar representação, iniciando as audiências previstas em lei. Caso seja aplicada medida de internação, serão feitas reavaliações periódicas conforme a legislação.
Com informações de G1



