Condenação confirmada em júri popular
Um homem foi condenado a 30 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado pelo homicídio qualificado com natureza de feminicídio de Hailie Vitória Barbosa da Silva, de 20 anos, em João Pessoa. A sentença foi proferida pelo júri popular nesta quinta-feira (16), segundo informação do Fórum Criminal.
O réu, identificado como Miguel Ronaldo Ferreira de Lima, foi considerado culpado pelo crime ocorrido na madrugada de 19 de novembro de 2024, no bairro de Gramame, na zona sul da capital paraibana. Segundo o inquérito, Hailie foi atingida por duas facadas no tórax dentro do apartamento onde morava e encontrada no banheiro. A faca supostamente usada no crime foi localizada no chão da cozinha do imóvel.
Imagens de câmeras de segurança, divulgadas durante a investigação, mostraram o suspeito dentro do apartamento da vítima, conforme reprodução pela TV. A jovem chegou a ser atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levada em estado gravíssimo ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde o óbito foi confirmado por volta das 7h45 (Brasília UTC-3) do mesmo dia.
O acusado foi preso em 21 de novembro de 2024, em Monteiro, no Cariri da Paraíba. A polícia havia encontrado no dia anterior o veículo usado na fuga em uma residência na região do sítio Morcego, apontada como pertencente ao investigado. Segundo a Polícia Civil, ele conseguiu escapar momentaneamente durante as diligências, mas posteriormente acabou se entregando às autoridades após negociação envolvendo a defesa.
A prisão de Miguel Ronaldo foi resultado de uma operação conjunta da 14ª Delegacia Seccional e da Delegacia de Homicídios de João Pessoa, unidade responsável pelo inquérito. Na ação, também foram apreendidos documentos, um telefone celular e o automóvel usado na ligação entre João Pessoa e Monteiro.
O julgamento ocorreu cerca de um ano e cinco meses após o crime. Após a leitura da sentença, a defesa anunciou intenção de recorrer ao Tribunal de Justiça, pleiteando primeiro a anulação do veredito e, se mantido, a redução da pena. O advogado Arthur Bernardo Cordeiro afirmou que o cliente confessou os fatos ao se apresentar espontaneamente na delegacia de Monteiro.
A mãe da vítima disse, ao comentar o desfecho do processo, que sentiu que a decisão representou justiça pela memória da filha.
Com informações de G1


