O Hospital Napoleão Laureano passou a contar com um tomógrafo de 80/160 canais, doado pelo Ministério da Saúde, e com o Memorial HNL, espaço criado para registrar os 75 anos de história da Fundação Napoleão Laureano (FNL) — entidade que originou o primeiro hospital oncológico da Paraíba. As iniciativas visam tanto ampliar a capacidade tecnológica da unidade quanto preservar a memória institucional.
O novo equipamento, classificado entre os mais modernos do país, reforça a oferta de diagnóstico por imagem no Laureano. A direção do hospital aponta que o tomógrafo vai colaborar no planejamento e no acompanhamento dos tratamentos oncológicos, além de fortalecer o suporte oferecido aos pacientes durante sessões de quimioterapia e radioterapia.
Felipe Proenço de Oliveira, secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, ressaltou o papel do hospital para a população da Paraíba e citou investimentos recentes na modernização do atendimento. Segundo Proenço, o apoio federal já incluiu a chegada de um acelerador linear, que contribui para reduzir o tempo de tratamento e as filas da radioterapia, e agora a instalação do tomógrafo mais moderno do estado, o que assegura aos beneficiários do SUS acesso a exames de maior qualidade com prazos menores de espera.
O Memorial HNL foi concebido como um espaço permanente para conservar documentos, objetos e registros que contam a trajetória da Fundação e do Hospital Napoleão Laureano ao longo das décadas. O acervo destaca personagens centrais na formação da instituição, entre eles o fundador Napoleão Laureano e o médico Antônio Carneiro Arnaud, primeiro diretor-geral do hospital e único remanescente da equipe pioneira da Fundação.
Um busto em homenagem ao Dr. Antônio Carneiro Arnaud integra o memorial. Diretor de honra da Fundação, Arnaud afirmou que as homenagens lhe trazem estímulo para seguir atuando em defesa dos pacientes oncológicos carentes da Paraíba, reforçando seu compromisso com esse público.
Para o presidente da Fundação Napoleão Laureano, Marcelo Lucena, resgatar a história institucional é também preparar a unidade para os desafios futuros. Lucena destacou a satisfação em unir a preservação da memória com a modernização do atendimento prestado no hospital.
Jean Patrício, responsável pela implantação do Memorial e presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba, observou que o local foi pensado não apenas para arquivar materiais, mas para aproximar a sociedade da memória do hospital. Ele afirmou que o espaço receberá comunidade, estudantes e pesquisadores interessados em conhecer e manter viva a história da instituição.
Com informações de Maispb


