O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a formulação de uma estratégia nacional para aproveitar os minerais críticos e estratégicos do Brasil em artigo publicado no jornal O Globo. No texto, intitulado “Minerais críticos e o futuro soberano do Brasil”, Motta afirma que o país precisa deixar de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima e assumir papel central na industrialização e no desenvolvimento tecnológico ligados a esses recursos.
O parlamentar destaca a elevação da demanda mundial por minerais como lítio, níquel, nióbio, cobalto e terras raras, que são essenciais para a fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas e tecnologias de defesa. Segundo Motta, esse movimento coloca o Brasil em posição estratégica, já que o país concentra cerca de 93% das reservas mundiais de nióbio e possui depósitos significativos de lítio e terras raras.
Para o presidente da Câmara, a discussão sobre minerais críticos extrapola a área da mineração e passa a envolver questões de soberania nacional e desenvolvimento econômico. Ele argumenta que o Brasil não deve se limitar à exportação de matéria-prima bruta, mas criar condições para agregar tecnologia, inovação, empregos qualificados e maior valor agregado dentro do território nacional. A proposta que motivou o debate já recebeu aprovação na Câmara dos Deputados e institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Entre os pontos centrais defendidos por Motta estão a criação de instrumentos para estimular a industrialização local. O texto aprovado prevê incentivos para fortalecer cadeias produtivas, ampliar centros de pesquisa, qualificar profissionais especializados e atrair investimentos direcionados à inovação. A proposta também prevê mecanismos para aumentar a competitividade da indústria nacional relacionada aos minerais estratégicos.
Outro aspecto ressaltado no artigo é a necessidade de conciliar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental. Motta afirma que não existe transição energética sem minerais críticos e que o Brasil pode contribuir para a redução das emissões globais enquanto explora suas reservas de forma sustentável e com segurança jurídica.
O presidente da Câmara destacou ainda o papel do Parlamento na construção da proposta, afirmando que o texto resultado de diálogo entre diversos setores busca equilibrar interesses ligados ao desenvolvimento industrial, atração de investimentos, proteção ambiental e previsibilidade regulatória. Na visão de Motta, a aprovação representa uma política de Estado orientada para o futuro.
Ao encerrar o artigo, Hugo Motta sustenta que o país possui reservas relevantes, conhecimento acumulado e capacidade institucional para assumir posição de liderança no mercado global desses minerais, possibilitando participação mais competitiva nas cadeias tecnológicas do século XXI e transformando recursos naturais em desenvolvimento econômico, inovação e oportunidades para os brasileiros.
Com informações de Polemicaparaiba




