Os restos mortais dos integrantes da banda Mamonas Assassinas foram exumados nesta segunda-feira (23) no Cemitério de Guarulhos, em São Paulo, como parte de um projeto que pretende transformar o acervo do grupo em um memorial permanente. A ação ocorre a poucos dias do 30º aniversário do acidente aéreo que matou os músicos em 2 de março de 1996.
A exumação foi realizada com o consentimento das famílias dos integrantes. Elas autorizaram a cremação de uma fração dos restos mortais para fins simbólicos. A substância resultante será utilizada no plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, sendo cada árvore dedicada a um dos membros da banda.
Segundo o comunicado divulgado pelo perfil oficial do grupo nas redes sociais, a iniciativa busca ressignificar o luto por meio de uma “homenagem viva”. O local do memorial também terá estrutura tecnológica para interação com visitantes: o projeto prevê a instalação de totens com QR Codes que darão acesso a conteúdos históricos sobre a trajetória dos artistas, incluindo fotografias, vídeos e depoimentos.
O objetivo declarado pelos organizadores é criar um espaço que una memória afetiva e preservação, consolidando o ponto como referência sobre a história do grupo que alcançou grande repercussão nacional na década de 1990.
O acidente que vitimou os cinco músicos aconteceu na Serra da Cantareira, quando a aeronave que os transportava colidiu contra a montanha durante uma tentativa de pouso, provocando a morte de todos os ocupantes. As investigações técnicas realizadas na época apontaram falhas operacionais e condições climáticas desfavoráveis como fatores que contribuíram para a tragédia.
Com milhões de discos vendidos em curto período, os Mamonas Assassinas deixaram impacto duradouro na música brasileira. A criação do memorial pretende preservar esse legado em um formato institucional e acessível ao público.
A exumação e as ações relacionadas ao memorial foram transmitidas pela Band.
Com informações de Diariodosertao




