O Museu do Futebol de Cajazeiras passará a abrigar um importante conjunto de camisas históricas do futebol brasileiro que pertencia ao jornalista Iata Anderson. O anúncio da doação foi feito pelo desembargador Siro Darlan, irmão do cronista, durante participação no programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão. Iata Anderson, natural de Cajazeiras, faleceu no dia 8 de janeiro, aos 81 anos, no Rio de Janeiro.
De acordo com Siro Darlan, o acervo inclui relíquias como uma camisa da seleção brasileira autografada por Pelé, considerado o “Rei do Futebol” e amigo pessoal de Iata. O desembargador ressaltou que o irmão “saiu de Cajazeiras, mas Cajazeiras nunca saiu dele” e destacou a contribuição de Anderson para o fortalecimento da cultura esportiva na região.
O Museu do Futebol de Cajazeiras foi fundado pelo professor Reudesman Lopes e já possuía doações anteriores de Iata Anderson. Entre os itens, estava justamente a camisa autografada por Pelé, fruto da amizade construída após a única entrevista concedida pelo Rei no dia de sua despedida, em 1974.
“Iata merece esse reconhecimento e essa solidariedade. Ele ficará permanentemente no Museu como lembrança de um grande jornalista e profissional que nos encheu de orgulho”, afirmou Siro Darlan. O desembargador também relembrou a data da morte do irmão, 8 de janeiro, e associou o episódio à reflexão sobre os valores democráticos que Iata sempre defendeu.
Trajetória profissional
Iata Anderson iniciou sua carreira esportiva em 1970, na Super Rádio Tupi, e passou por emissoras como Rádio Globo, Rádio Tamoio e TV Manchete. Em 1974, ganhou o apelido de “Amigo do Rei” após entrevistar Pelé em sua partida de despedida. Também registrou momentos marcantes no Maracanã, como a entrevista com o atacante Samarone, o “Diabo Loiro”, e formou dupla de reportagem com Denis Menezes.
Ele esteve na cobertura das Copas do Mundo de 1978, na Argentina, e de 1986, no México. Em 2007, retornou à Super Rádio Tupi para o programa “Bola em Jogo”, transmitido aos domingos, e trabalhou na Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) como assessor de imprensa.
Cerimônia de cremação
O corpo de Iata Anderson foi cremado na tarde de 9 de janeiro no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. As cinzas serão espalhadas em Pasárgada, sítio onde ele viveu seus últimos anos de aposentadoria em Araruama, interior do estado.
Com a doação do acervo ao Museu do Futebol de Cajazeiras, a memória do jornalista e seu legado esportivo continuarão acessíveis ao público e às futuras gerações.
Com informações de Diariodosertao



