O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), afirmou nesta segunda-feira (30) que o embate entre Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Presidência da República tem desviado a atenção dos parlamentares dos temas que impactam diretamente a população. A declaração foi dada durante o programa Hora H, transmitido pela TV Norte-PB e apresentado pelo jornalista Heron Cid.
Pré-candidato ao Senado, Azevêdo avaliou que o Legislativo precisa de um “freio de arrumação” para retomar o papel de discutir e aprovar pautas de interesse coletivo. Segundo ele, as casas parlamentares têm sido palco de disputas entre grupos políticos, enquanto questões centrais para o desenvolvimento do país ficam em segundo plano. “Falta um projeto nacional de crescimento porque o debate está contaminado pela polarização”, pontuou.
O governador citou exemplos de sobreposição de funções entre os Poderes. Para ele, há momentos em que o Congresso tenta assumir prerrogativas do Executivo, enquanto o STF acaba legislando em razão da omissão parlamentar. Também criticou iniciativas do Legislativo que, na sua visão, funcionam como retaliação a decisões de outras esferas. “Nesse movimento, o cidadão fica esquecido”, destacou.
Foco no Nordeste e na energia renovável
Azevêdo declarou que pretende levar ao Senado discussões sobre temas estruturantes para o Nordeste, especialmente o setor de energias renováveis. Ele mencionou a crise enfrentada por empresas de geração eólica na região, atribuída à ausência de linhas de transmissão suficientes e a limitações impostas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). “Há companhias quebrando porque não conseguem escoar a produção”, lamentou.
Para o governador, esse cenário evidencia a necessidade de planejamento integrado e de investimentos federais capazes de destravar o potencial energético nordestino. Ele afirmou ainda que permanecerá alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para construir propostas que reduzam desigualdades regionais. “O desafio é aproveitar as oportunidades e transformar a vocação do Nordeste em desenvolvimento concreto”, afirmou.
No encerramento da entrevista, João Azevêdo reiterou que quer recolocar os “grandes problemas nacionais” no centro da pauta legislativa, defendendo que o Congresso assuma o protagonismo na formulação de políticas públicas e deixe de lado disputas que, na sua avaliação, não contribuem com as necessidades da população.
Com informações de Maispb


