O ex-governador e pré-candidato ao Senado pelo PSB, João Azevêdo, afirmou que não concedeu permissão para que aliados deixassem o partido e criticou as motivações por trás das saídas. Nos bastidores, havia circulado que Pollyanna Werton, Rafaela Camaraense e Ricardo Barbosa teriam recebido carta branca para desfiliar-se da sigla, informação que Azevêdo refutou.
Em declaração durante agenda política no fim de semana, o ex-governador disse que há quem afirme ter havido aval do partido, mas negou categoricamente essa versão e classificou os afastamentos como decisões individuais. Segundo ele, as escolhas tomadas por esses correligionários determinaram onde cada um se posiciona hoje.
Azevêdo também criticou aliados que, na avaliação dele, teriam priorizado cálculos eleitorais em detrimento de alinhamento ideológico. Para o pré-candidato, optar por mudar de legenda apenas com base em projeções eleitorais pode transmitir falta de coerência e fragilizar a identidade política dos envolvidos.
Ao comentar sobre a natureza das decisões pessoais, Azevêdo ressaltou que a política deve envolver mais do que contas e estratégias momentâneas, defendendo que filiações partidárias devem refletir valores e ideais que representem o que o político defende, caso contrário a mudança parecerá artificial.
As declarações do ex-governador ocorrem em um contexto de movimentações internas no PSB, com a saída de nomes que agora buscam disputar cargos por outras legendas. Azevêdo pediu que, diante dessas escolhas individuais, os ex-aliados “façam o seu papel” nas novas posições que assumiram.
Não houve, conforme ressaltou o próprio João Azevêdo, autorização formal do partido para as desfiliações apontadas nos bastidores; tratou-se, segundo ele, de decisões pessoais motivadas por opções eleitorais e estratégicas dos próprios dirigentes que deixaram a sigla.
Com informações de Polemicaparaiba


