Arquivamento de investigação contra vereador de João Pessoa
A Justiça da Paraíba homologou o pedido do Ministério Público e determinou o arquivamento do inquérito que apurava a participação do vereador Dr. João Alves (Republicanos) na Operação Bebelândia II. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Regional das Garantias, encerrando formalmente a investigação sem o indiciamento do parlamentar por falta de provas.
O procedimento havia sido instaurado com base em denúncias anônimas que apontavam suposto vínculo do vereador com uma organização criminosa atuante na comunidade de Bebelândia, em Santa Rita. Em 8 de abril deste ano, a Operação Bebelândia II cumpriu mandados de busca e apreensão na residência de Dr. João Alves, em seus escritórios de advocacia e no gabinete parlamentar.
Ao finalizar o inquérito, a Polícia Civil concluiu que não existiam elementos suficientes para confirmar as suspeitas e recomendou o arquivamento. O Ministério Público acompanhou esse entendimento, afirmando que não havia provas aptas a embasar a apresentação de denúncia contra o vereador. Com isso, o inquérito foi encerrado sem que houvesse indiciamento.
Na decisão judicial, a magistrada responsável ressaltou que as diligências não localizaram armas, drogas, valores ou qualquer outro material ilícito relacionado aos crimes investigados. Também foi destacado que nenhuma testemunha compareceu para confirmar as acusações durante o processo e que a perícia realizada no aparelho celular apreendido não produziu elementos úteis para a investigação.
A juíza avaliou que as suspeitas permaneceram fundamentadas exclusivamente em reclamações anônimas, sem a produção de provas independentes capazes de sustentar uma ação penal. Diante desse quadro, acolheu o pedido de arquivamento apresentado pelo Ministério Público, assinalando, contudo, que a investigação pode ser reaberta caso surjam novas provas, nos termos do Código de Processo Penal.
Além do arquivamento do inquérito, o juízo determinou a devolução do aparelho celular apreendido durante a operação ao vereador Dr. João Alves, por considerar inexistente interesse processual na manutenção do equipamento.
Com informações de Polemicaparaiba



