O queijo Aventureiro, produzido em São João do Cariri (PB) pela Capril Encanto da Macambira, faturou a medalha de ouro na categoria Queijo com Mofo Azul na Expo Queijo Brasil 2026, realizada em Araxá (MG). O produtor Renato Brito levou à competição um queijo de leite de cabra maturado entre 30 e 40 dias que desenvolve naturalmente a coloração azulada na superfície, conhecida como “mofo azul”. Segundo a produção, essa característica decorre das condições climáticas do Cariri, da alimentação dos animais e do processo artesanal de fabricação.

Quem: Renato Brito, da Capril Encanto da Macambira. O que: medalha de ouro na Expo Queijo Brasil 2026. Quando: edição de 2026 do evento. Onde: Araxá, Minas Gerais. Como: queijo de leite de cabra maturado por 30 a 40 dias com desenvolvimento natural de mofo azul. Por que: reconhecido pela qualidade apresentada no concurso.

Origem do nome

O rótulo Aventureiro foi escolhido em resposta a uma provocação feita durante uma competição em 2024, quando um participante classificou os queijeiros paraibanos como “aventureiros” na produção. Renato Brito respondeu batizando a peça com esse nome e prometendo uma premiação — promessa cumprida agora com o ouro em Araxá. Antes do triunfo em 2026, o mesmo queijo já havia sido premiado com medalha de prata em São Paulo.

A premiação da Capril Encanto da Macambira não foi a única vitória para a Paraíba na solenidade. O Laticínio Ilpla, de Belém (PB), conquistou duas medalhas de prata, nas categorias Queijo de Manteiga e Ricota, demonstrando presença do estado entre os destaques do certame.

O histórico de conquistas paraibanas inclui ainda resultados recentes: no ano anterior, o Encanto da Macambira ganhou ouro na Expo Queijo Brasil com o queijo Boursin, produzido a partir de leite de cabra com coagulação enzimática, e obteve medalha de bronze com o Queijo do Reino, feito com leite pasteurizado e aromatizado. Essas premiações reforçam a crescente visibilidade dos queijos do estado em competições especializadas.

A Paraíba detém a maior produção de leite de cabra no Nordeste, e a caprinocultura local, antes vista como atividade de pequena escala, vem obtendo reconhecimento nacional e internacional. O desenvolvimento do mofo azul no Cariri passou a ser considerado um diferencial na identificação e valorização dos queijos produzidos na região.

Com informações de Jornaldaparaiba