A juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito, do Núcleo de Plantão Judiciário, decidiu nesta sexta-feira (17) manter a prisão do vereador de Santa Rita, Wagner de Bebé (PSD), investigado por suposta participação em um homicídio no município paraibano.
A defesa solicitou prisão domiciliar alegando que o parlamentar sofre de claustrofobia severa. A magistrada negou o pedido ao entender que o problema de saúde mental “foi devidamente atendido e medicado em ambiente hospitalar, sem registro de sequelas graves ou risco de continuidade”, concluindo que o acompanhamento dentro da própria unidade prisional é “suficiente e adequado”.
Segundo a decisão, a comorbidade apontada pela defesa precisa de comprovação pericial, não bastando a alegação de desconforto psíquico. A juíza também destacou a influência política do investigado, avaliando que a prisão domiciliar poderia comprometer a coleta de provas.
Armas apreendidas e prisão preventiva
No mesmo dia, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de Wagner, efetuada após a apreensão de uma pistola e um revólver encontrados em seu carro. O promotor Caio Terceiro Neto, do Ministério Público da Paraíba, manifestou-se favorável à medida, argumentando que a apreensão não dependia de mandado específico, pois já havia ordem de prisão temporária e de busca e apreensão contra o vereador.
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Além do porte ilegal de arma, o parlamentar foi indiciado por receptação, uma vez que os armamentos não pertencem a ele, conforme apontou o Ministério Público. A Justiça determinou que o vereador seja encaminhado ao Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.
Com informações de MaisPB



