O governador reeleito Lucas Ribeiro (PP) declarou, em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV Diário do Sertão, que não planeja uma reforma administrativa de amplo alcance, mas confirmou que poderão ocorrer ajustes pontuais na composição do seu secretariado para o segundo mandato. O gestor ressaltou a intenção de preservar a coesão da equipe e destacou iniciativas voltadas à segurança pública, como convocações e novos concursos.

Questionado sobre eventual substituição de auxiliares, Lucas Ribeiro disse que evita termos com conotação “radical” e explicou que mudanças acontecerão de forma natural, seja por movimentações internas da administração, seja por decisões pessoais de integrantes do governo. “Eu não gosto de chamar esse nome [reforma administrativa] porque fica parecendo que é uma coisa radical. Existirão alguns ajustes, de secretários que, inclusive, não têm a pretensão de permanecer no governo por ter outros projetos pessoais. Isso vai acontecer naturalmente, mas eu também não vou antecipar nomes até porque a gente, de fato, ainda não construiu isso”, afirmou.

O governador enalteceu o desempenho do grupo que atuou no primeiro mandato e reforçou a cobrança por resultados no próximo período à frente do Palácio da Redenção. Segundo ele, a entrega de obras e serviços é resultado do trabalho coletivo e haverá ajustes necessários para ampliar as entregas nos próximos quatro anos. “Nós temos um time com quadros muito competentes, pessoas que ao longo desses anos têm dado resultados positivos para o nosso estado. Ninguém faz nada sozinho. Os resultados que nós tivemos, a aprovação que o governo tem das entregas, é fruto de um trabalho em conjunto. Vamos fazer os ajustes que serão necessários pra gente poder entregar ainda mais nos próximos quatro anos, porque a gente não vai ter tempo de descansar. A gente tem que entregar em quatro anos o que faria em 40”, declarou.

Sobre a representatividade regional, Lucas garantiu que nomes do Sertão permanecerão em posições estratégicas no governo e citou a presença de líderes cajazeirenses na área de Segurança Pública, mencionando o comandante da Polícia Militar, coronel Ronildo, como exemplo de ligação com a região. “Claro que há essa possibilidade [de ter secretários do Sertão]. Inclusive, hoje o comandante da nossa Polícia Militar é um cajazeirense, o coronel Ronildo, que ama Cajazeiras e tem uma paixão enorme pelo Sertão”, afirmou.

Na área de segurança, o governador fez um balanço das medidas recentes e afirmou que deu andamento a convocações e formações de novos efetivos. Ele informou que, no meio do ano, convocou suplentes da Polícia Militar e que são mais de 400 novos policiais militares que iniciarão formação em novembro. Também citou que, em setembro, foi formada uma turma de quase 600 policiais militares e que houve formação de uma turma da Polícia Civil.

Quanto aos próximos passos, Lucas Ribeiro disse que o governo estuda a necessidade de chamar suplentes do concurso da Polícia Civil, cujo prazo vence em fevereiro, e que já pediu levantamento sobre cargos e carreiras para decidir eventuais convocações. Além disso, adiantou a intenção de lançar um novo concurso para a Polícia Penal. “Segurança pública é prioridade”, concluiu.





Com informações de Diariodosertao