Com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início às negociações para definir o próximo integrante do Supremo Tribunal Federal (STF).
Favoritos no Palácio do Planalto
Entre os nomes mais mencionados estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, 45 anos, e o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), 48 anos.
Na terça-feira, 14, Lula reuniu-se com ministros do STF no Palácio da Alvorada para tratar da sucessão. Parte dos magistrados demonstrou resistência à preferência do presidente por Messias, segundo relatos.
Perfis em análise
Jorge Messias é procurador da Fazenda Nacional desde 2007, formado em Direito pela UFPE, mestre e doutor pela UnB. Já atuou como subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República e como secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação. Frequentador da Igreja Batista, é visto no Planalto como escolha capaz de aproximar o governo de setores evangélicos.
Rodrigo Pacheco, formado em Direito pela PUC-MG e especialista em direito penal, foi deputado federal, senador e presidiu o Senado entre 2021 e 2024. É o preferido de ministros como Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, mas Lula avalia mantê-lo na política, incentivando sua possível candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026.
Daniela Teixeira, 53 anos, ministra do Superior Tribunal de Justiça desde 2023, também aparece na lista. Graduada pela UnB, com especialização pela FGV e mestrado pelo IDP, é reconhecida pela defesa dos direitos das mulheres e já recebeu honrarias como a Medalha do Mérito Eleitoral do DF e o Diploma Mulher-Cidadã da Câmara dos Deputados.
Imagem: Internet
Bruno Dantas, ministro e ex-presidente do Tribunal de Contas da União, é lembrado por sua atuação em transparência e controle de contas públicas. O jurista já foi citado para vagas anteriores no Supremo e mantém bom trânsito no Congresso e na Corte.
Critérios constitucionais
A Constituição exige que ministros do STF sejam brasileiros natos, tenham entre 35 e 75 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. A indicação é feita pelo presidente da República e precisa de aprovação do Senado.
Próximos passos
A definição do substituto de Barroso deve ocorrer nas próximas semanas. A escolha é considerada estratégica tanto para o equilíbrio interno do Supremo quanto para a relação entre o tribunal e o governo Lula.
Com informações de Polêmica Paraíba



