Incidentes com animais nas vias públicas preocupam população
A presença de um grande número de cães nas ruas de Cajazeiras voltou a ser apontada como risco à saúde pública por moradores e comerciantes. Na tarde da segunda-feira (20), o programa Olho Vivo esteve no centro comercial da cidade e registrou depoimentos de pessoas que afirmam ter sido mordidas ou envolvidas em acidentes por conta dos animais.
Um catador de materiais recicláveis contou que já foi atacado várias vezes e precisou arcar com a compra de medicamentos, além de tomar a vacina antirrábica por prevenção. Outro entrevistado, comerciante da região, relatou que sofreu uma queda da motocicleta após ser atacado por um cachorro.
Segundo esse comerciante, trechos próximos à Praça do Pirulito e ao Estádio Higino Pires Ferreira são especialmente críticos. Ele aponta que um morador costuma deixar alimentos no local para alimentar diversos cães, o que, na visão dos afetados, aumenta o risco de colisões ou ataques a quem passa pela área.
Um terceiro homem disse ter sido mordido nas imediações da prefeitura. Entre as reivindicações apresentadas pelos entrevistados está a instalação de um canil destinado à captura, castração e tratamento de animais sem tutor.
Ações municipais
A Prefeitura de Cajazeiras, por meio do Centro de Zoonoses vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, tem realizado ações de castração com o Castramóvel e avança na construção do Centro de Recuperação Animal. Conforme informações do próprio Centro de Zoonoses, o Castramóvel realiza semanalmente a castração de 16 cães machos e, mensalmente, de 30 fêmeas.
O serviço de esterilização ainda não está sendo ofertado a animais com tutor, uma vez que a prioridade, segundo a gestão, é reduzir a população de cães e cadelas que vivem nas ruas.
Sobre o Centro de Recuperação Animal, cuja obra teve início em 2025, a previsão de conclusão é para o primeiro semestre deste ano. A unidade, localizada na Zona Norte, foi planejada para controle populacional, atendimento clínico, realização de procedimentos de castração e acompanhamento pós-operatório. A administração informa que o centro funcionará como acolhimento temporário: os animais receberão tratamento, serão submetidos a cirurgias de esterilização e permanecerão em observação até a recuperação, quando serão devolvidos ao ambiente de origem sem capacidade reprodutiva.
As queixas de moradores e comerciantes reforçam a demanda por medidas mais efetivas de manejo e controle da população canina nas ruas da cidade.
Com informações de Diariodosertao



