O Ministério Público da Paraíba anunciou que apresentará uma ação civil pública para solicitar o banimento definitivo das torcidas organizadas Fúria e Jovem, do Botafogo-PB, dos estádios. O aviso foi feito nesta terça-feira (14) pelo promotor José Leonardo Pinto, que integra o Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor do órgão.
Segundo o promotor, a medida será protocolada no Poder Judiciário até o final deste mês, ou, no máximo, na primeira semana de agosto, em conjunto com a Promotoria do Consumidor. O objetivo da ação é, com fundamento na Lei Geral do Esporte, obter a suspensão das atividades das duas torcidas.
A decisão foi tomada em reunião ocorrida na segunda-feira (13) na sede do Ministério Público da Paraíba, que contou com a presença de representantes das forças de segurança do estado e da Federação Paraibana de Futebol. Na mesma reunião, o MP notificou a SAF do Botafogo-PB para que apresente um plano de segurança para a partida contra o Santa Cruz (PE), marcada para 8 de agosto, no Estádio Almeidão, em João Pessoa.
O Ministério Público avalia também a possibilidade de impedir a entrada de torcidas organizadas do Santa Cruz em jogos realizados na Paraíba.
Episódios recentes
A convocação da reunião ocorreu após confrontos entre torcedores do Botafogo-PB e do Confiança, registrados no domingo (12). Nas imediações do Estádio Almeidão houve ainda desentendimentos envolvendo torcedores e policiais, que agora são alvo de procedimentos administrativos.
Além da ação civil pública em elaboração, o Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor/MPPB) determinou na segunda-feira (13) a ampliação da suspensão das torcidas “Jovem” e “Fúria” por mais dois jogos — contra o Santa Cruz e contra o Guarani, previstos para 8 e 22 de agosto, respectivamente — e estabeleceu restrição de permanência a uma distância mínima de 5 km dos estádios onde ocorrerão as partidas.
Posição da defesa
A defesa da Torcida Fúria encaminhou uma nota ao Portal MaisPB informando que, até o momento, não foi formalmente notificada sobre novas sanções e que o grupo não esteve presente na partida do último domingo, cumprindo integralmente punições anteriores. No comunicado, a defesa ressaltou que, segundo a Lei Geral do Esporte, não se admite julgamento sumário nem perseguição a entidades, e que eventual responsabilização deve recair apenas sobre as pessoas envolvidas nos episódios.
O Ministério Público mantém a apuração dos fatos e informou que seguirá com a iniciativa de protocolar a atuação judicial dentro do prazo anunciado.
Com informações de Maispb


