Uma mulher que havia sido detida em flagrante suspeita de agredir a ex-companheira foi solta após participar de audiência de custódia na sexta-feira (10), em Campina Grande, no Agreste paraibano. A prisão ocorreu na quinta-feira (9) no bairro das Malvinas, segundo informou a Polícia Militar.

O caso foi denunciado por uma das filhas da vítima, uma adolescente de 13 anos, que comunicou às autoridades o que teria acontecido. Conforme relato policial, a suspeita não aceitava o fim do relacionamento e teria atacado a ex-companheira enquanto ela dormia.

A vítima prestou depoimento afirmando que sofreu agressões nos braços, nos ombros e na cabeça, além de lesões provocadas por sufocamento. Ela também relatou que havia registrado um boletim de ocorrência contra a suspeita na semana anterior ao ataque.

Inicialmente, a investigação correu sob a tipificação de tentativa de feminicídio. No entanto, após a realização da audiência de custódia, as autoridades reavaliaram o caso e mudaram a qualificadora para lesão corporal.

De acordo com a delegada Fernanda, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), a suspeita foi ouvida durante a audiência e liberada em seguida. A delegada informou que a acusada deverá responder ao processo em liberdade.

O atendimento inicial foi feito pela Polícia Militar, que registrou a ocorrência e encaminhou os envolvidos às medidas legais cabíveis. A mudança na qualificação do crime decorreu da análise feita pelos agentes e pela autoridade judicial na audiência de custódia, procedimento que avaliou a necessidade de manutenção da prisão preventiva.

As informações oficiais disponíveis apontam que o procedimento seguirá tramitando na delegacia especializada, com a continuidade das investigações para apurar todos os aspectos do episódio. Não foram divulgados detalhes sobre possíveis medidas protetivas em favor da vítima.

O caso segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Campina Grande e continuará sendo acompanhado pelas autoridades competentes.

Com informações de G1