O ortodontista Dr. Felipe Vieira abriu as portas de sua residência em Sousa, no Sertão da Paraíba, para receber o programa Interview Personalidades, da TV Diário do Sertão. Durante a gravação, conduzida pelo apresentador Caliel Conrado, o profissional discutiu carreira, rotina familiar e a trajetória que o fez ser um dos nomes mais respeitados da odontologia no interior paraibano. Porém, o ponto mais delicado da entrevista ocorreu quando ele abordou o falecimento de sua mãe, episódio que continua marcando profundamente sua vida.
Zuleide Gonçalves Vieira morreu em 2022, aos 66 anos, vítima de câncer. Felipe relatou que a doença avançou rapidamente, apesar dos esforços para garantir tratamento. “Eu imaginava que isso poderia acontecer com qualquer pessoa, menos comigo. Acompanhei minha mãe definhando e, infelizmente, não conseguimos evitar sua partida”, contou, visivelmente emocionado.
O dentista descreveu o momento posterior à perda como divisor de águas. Segundo ele, foi preciso lidar com crises de ansiedade e com a sensação constante de ausência. “Ainda converso com minha mãe. Normalmente, falo com ela quando entro no carro. A saudade é imensa, e nada substitui a presença de uma mãe”, relatou. Vieira também afirmou acreditar que “Deus chamou para perto Dele pessoas boas”, explicando que essa fé ajuda a enfrentar o luto.
A experiência trouxe mudanças na forma de encarar a profissão. O ortodontista afirmou que passou a enxergar cada paciente como um parente próximo, reforçando o conceito de atendimento humanizado. “Depois que perdi minha maior incentivadora, percebi que saúde e sorriso são elos fundamentais entre as pessoas. Hoje, trato cada paciente como se fizesse parte da minha família”, destacou.
Além de compartilhar o processo de superação, Felipe lembrou episódios da infância e a influência decisiva de Zuleide em suas escolhas acadêmicas e profissionais. Ele creditou à mãe o estímulo para concluir a graduação e se especializar em ortodontia, ramo no qual atua há anos na cidade de Sousa.
Mesmo quase dois anos após a morte de Zuleide, o dentista admite que o luto permanece. Contudo, afirma encontrar na memória da mãe inspiração para continuar ampliando serviços e investindo em tecnologia na clínica. “Transformei essa dor em motivação para oferecer o melhor aos meus pacientes”, concluiu.
Com informações de Diariodosertao


