A Paraíba iniciou a vacinação contra o vírus HPV em crianças vítimas de violência sexual a partir dos 2 anos, conforme orientação do Ministério da Saúde. A ação prevê a aplicação de uma dose da vacina para esse público, sem distinção de sexo.

A vacinação ocorrerá nas salas de vacina do Sistema Único de Saúde (SUS) mediante indicação e registro do serviço ou do profissional de saúde responsável pelo atendimento da vítima. Segundo as normas, não é necessário solicitar o imunizante por meio de um fluxo específico.

Alcance anterior e registro

Antes da ampliação, a estratégia voltada a vítimas de violência sexual abrangia pessoas entre 9 e 45 anos. Agora, com a inclusão das crianças a partir de 2 anos, a medida amplia a cobertura preventiva para casos de exposição sexual precoce.

A indicação para vacinação deve ser feita pelo serviço de referência ou pelo profissional de saúde que atendeu a vítima, e a situação que fundamenta a medida precisa ser registrada nos sistemas oficiais com o código correspondente à violência sexual. Quando cabível, deve ser obtido o consentimento do responsável legal.

Procedimentos e locais de oferta

A vacinação será registrada como estratégia especial de imunização, de acordo com as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A oferta pode ocorrer na estrutura já utilizada pelo SUS para atendimento às vítimas de violência sexual, incluindo unidades hospitalares, serviços de Atenção Primária à Saúde, centros de referência e outras unidades especializadas.

Recomendações sobre doses anteriores

Crianças que já receberam a vacina contra o HPV antes da ocorrência da violência sexual não precisam ser revacinadas em razão do episódio. Contudo, se a dose tiver sido aplicada antes dos 9 anos, ela não será considerada válida para o esquema básico do Calendário Nacional de Vacinação; nesses casos, a criança deverá receber nova vacinação conforme as orientações do PNI.

A vacina contra o HPV integra o Calendário Nacional de Vacinação desde 2014 e protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. A medida tem caráter preventivo: não trata uma possível infecção já adquirida no momento da exposição, mas pode proteger contra tipos do vírus ainda não contraídos.

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) já encaminhou as orientações aos municípios, que devem divulgar as informações entre os serviços de saúde e os profissionais responsáveis pelo atendimento de vítimas de violência sexual.

Com informações de Jornaldaparaiba