A Paraíba apresentou, em 2025, a segunda maior taxa de denúncias de violência contra crianças e adolescentes na região Nordeste, segundo dados do Disque 100, serviço vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A análise foi realizada pela CBN Paraíba a partir do painel público do ministério.
De acordo com o levantamento, o estado registrou 127 denúncias por 100 mil habitantes em 2025, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte, que liderou o ranking regional com 140 denúncias por 100 mil habitantes. Sergipe aparece em terceiro lugar, com 125 denúncias por 100 mil habitantes.
Região Nordeste e evolução das denúncias
Entre 2023 e 2025, a região Nordeste totalizou 822.045 denúncias envolvendo crianças e adolescentes, o que representa um aumento de 31% no período de três anos. Na atualização mais recente do painel, que considera registros efetuados entre janeiro de 2025 e 18 de fevereiro de 2026, a Paraíba contabilizou 563 denúncias relacionadas a esse público, que resultaram em 3.134 violações de direitos.
Dados gerais da Paraíba em 2025
Considerando todos os públicos, o balanço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania aponta que a Paraíba recebeu mais de 10,5 mil denúncias de violação de direitos humanos em 2025 por meio do Disque 100. Quando se contabiliza o total de violações indicadas nas denúncias, o número no estado ultrapassa 75 mil registros — diferença decorrente do fato de uma única denúncia poder incluir várias violações, afetando direitos distintos da mesma vítima.
Entre os grupos mais atingidos no período analisado, crianças e adolescentes concentraram 4.820 denúncias. Outros grupos com número significativo de registros foram idosos, com 3.239 denúncias, e pessoas com deficiência, que somaram 2.195 registros ao longo do ano.
As denúncias ao Disque 100 podem ser feitas por ligação gratuita, discando 100; pelo WhatsApp, no número (61) 99611-0100; pelo Telegram, buscando “direitoshumanosbrasil”; pelo site da Ouvidoria; ou ainda por videochamada em Libras.
A divulgação dos dados partiu do painel público do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e foi analisada pela CBN Paraíba para aferir a posição do estado no ranking regional.
Com informações de Jornaldaparaiba




