Aumento de perseguições e outros indicadores preocupam no estado

Os registros de stalking contra mulheres na Paraíba cresceram aproximadamente 40% entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado em 23 de julho. O relatório aponta que o estado passou de 1.534 ocorrências em 2024 para 2.147 em 2025.

Em âmbito nacional, o anuário contabilizou mais de 123 mil casos desse tipo de crime. O stalking, tipificado no Código Penal em 2021, caracteriza‑se pela perseguição reiterada — presencial ou por meios digitais — por meio de mensagens, ligações, monitoramento e comentários constantes em redes sociais, atos que podem ameaçar a integridade física ou psicológica da vítima, restringir sua liberdade ou invadir sua privacidade.

O estudo também registra avanço nos casos de violência psicológica no contexto doméstico contra mulheres na Paraíba: foram apontados 715 registros em 2025, o que representa um aumento de 41% em relação a 2024.

Os dados do anuário tomam como base informações das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Além das ocorrências relacionadas à violência contra a mulher, o documento traz outros destaques sobre criminalidade na Paraíba. O furto de celulares aumentou 51% no estado entre 2024 e 2025, saltando de 3.174 para 4.799 registros — um acréscimo de 1.625 furtos. A taxa desse crime subiu de 76 para 115 ocorrências por 100 mil habitantes.

O Anuário aponta que a Paraíba teve o segundo maior aumento no indicador que reúne roubos e furtos de celulares entre os estados, com crescimento de 21%, atrás apenas do Rio de Janeiro, que cresceu 22%. Enquanto isso, os roubos de celulares no estado diminuíram de 2.082 para 1.598, queda de 23,3%, e a taxa passou de 50,2 para 38,4 por 100 mil habitantes. Ao todo, houve 6.397 ocorrências de roubo e furto de celulares na Paraíba em 2025.

Em nível nacional, o Anuário registra que os feminicídios bateram recorde em 2025, com média de quatro mulheres mortas por dia, ao mesmo tempo em que as mortes violentas letais caíram para o menor patamar desde 2012, com 40.775 vítimas — redução de 8% em relação a 2024 — e taxa de mortes violentas em 19,1 por 100 mil habitantes. Outros indicadores relacionados à violência contra a mulher também apresentaram altas: violência psicológica (17%), stalking (30%), descumprimento de medidas protetivas (17%) e ameaças (0,5%).

O levantamento traz ainda informações sobre diferentes tipos de violência e segurança pública no país, como crescimento de conteúdos de abuso sexual infantil, aumento nos registros de bullying e cyberbullying, redução no número de adolescentes em medida socioeducativa, expansão da população carcerária e dados sobre armas registradas e autorizadas.

Com informações de G1