A Paraíba encerrou 2025 entre os estados com maior disponibilidade de caixa líquida do país, segundo dados do Tesouro Nacional. O montante registrado foi de R$ 4,054 bilhões, posição que colocou o estado em terceiro lugar no ranking nacional, atrás apenas do Paraná e de São Paulo.

Posição fiscal e ranking de saldos

No levantamento divulgado pelo Tesouro, o desempenho da Paraíba superou o de unidades como Santa Catarina, Amapá e Goiás. A lista completa dos saldos por unidade federativa apresentada no levantamento é a seguinte:

PR: R$ 10,5 bi

SP: R$ 5,9 bi

PB: R$ 4,05 bi

SC: R$ 3,8 bi

AP: 3,68 bi

GO: R$ 3,46 bi

RJ: 2,15 bi

SE: R$ 2,1 bi

CE: R$ 1,65

MT: R$ 1,63 bi

PA: R$ 1,28 bi

ES: R$ 1,26 bi

PE: 1,02 bi

BA: R$ 856,7 mi

AM: R$ 676 mi

MA: R$ 655,6 mi

RO: R$ 639,6 mi

MS: R$ 467,6 mi

RR: R$ 390,4 mi

PI: R$ 137,8 mi

AC: – R$ 280,7 mi

TO: – R$ 288,4 mi

RS: – R$ 765,5 mi

DF: – R$ 876,6 mi

AL: – R$ 926,2 mi

RN: – R$ 3.001,5 bi

MG: – R$11.303,4 bi

Crescimento econômico e setores

A força fiscal acontece em um momento de expansão econômica no estado. A Resenha Regional do Banco do Brasil projeta crescimento de 3,5% para a Paraíba em 2026, acima da média do Nordeste (2,2%) e do Brasil (2%). O relatório aponta ainda que a Paraíba terá o sexto maior avanço entre os estados em 2026, seguindo desempenho forte nos anos anteriores: 6,6% em 2024 (maior crescimento do país) e 5,5% em 2025.

O avanço econômico do estado tem sido impulsionado principalmente pela construção civil e pelo setor de serviços. Para 2026, a previsão é de alta de 3,7% em serviços; o agronegócio deve crescer 2,7%, enquanto a indústria tem projeção de crescimento de 2,3%.

Alertas sobre distribuição de renda

Especialistas consultados no texto apontam que os bons indicadores macroeconômicos não necessariamente refletem melhoria imediata nas condições sociais. O economista paraibano Erik Figueiredo, diretor-executivo do Instituto Mauro Borges (IMB), ressalta que a participação da Paraíba no PIB nacional permanece abaixo de 1% e estagnada, e que o valor adicionado da indústria local corresponde a 0,28% do valor da indústria nacional.

O discurso técnico também chama atenção para desafios sociais no estado: alta desigualdade de renda, informalidade no mercado de trabalho acima de 50% e uma parcela significativa da população em situação de pobreza. Esses especialistas destacam que o crescimento econômico precisa ser acompanhado por avanços no mercado de trabalho, na educação e na redução das desigualdades para que os efeitos positivos cheguem a parcelas mais amplas da população.

Com informações de Jornaldaparaiba